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Baleia Azul: um alerta a pais, escolas e profissionais da saúde

Psicopedagoga e consultora educacional, Rosimar Santos Oliani

A consultora educacional, Rocimar Santos Oliani faz uma análise sobre os perigos da internet e dá dicas de prevenção.

A Internet está cada vez mais presente na vida de crianças e adolescentes. São muitos pontos benéficos que o acesso à tecnologia proporciona, mas, infelizmente, também temos à disposição muitos conteúdos impróprios e até perigosos. O jogo Baleia Azul é um deles. Ele propõe 50 desafios, que gradativamente levam os adolescentes a atos perigosos, como automutilar-se e, ao final, cometer suicídio.

A psicóloga, psicopedagoga, consultora e assessora educacional, Rocimar Santos Oliani, em entrevista para o Portal Futuro Eventos, faz uma análise sobre os perigos da internet. Ela alerta pais, professores e profissionais de saúde de como prevenir crianças e adolescentes para não cair nas armadilhas do meio digital.

Rocimar defende que é muito importante fazer um trabalho preventivo e eficaz de maior esclarecimento, não somente por meio dos meios de comunicação, como também, via escolas e outros meios presenciais levando a informação às famílias e aos educadores para que possamos dar a atenção merecida para as situações de riscos no meio tecnológico.

Confira a entrevista:

Futuro Eventos – Por que o jogo Baleia Azul está atraindo tanto os adolescentes? 

Rocimar – Importante, em primeiro lugar, a divulgação da informação e o esclarecimento sobre o Jogo da Baleia Azul. Trata-se de um jogo que começaram a jogar na Rússia, em 2015, e somente na Rússia já houve mais de cem casos de mortes de adolescentes vítimas deste jogo. No Brasil, com início este ano, já houve aproximadamente oito mortes. São 50 desafios que o adolescente deverá cumprir, incluindo automutilações e, no último desafio, o suicídio. Assim, neste momento, se faz necessário um alerta geral para as famílias, educadores e profissionais de saúde sobre esta prática de depreciação a vida.

Futuro Eventos – Hoje, uma grande parte das crianças tem perfis no Facebook, aplicativos no celular, grupos de whatsapp, entre tantos outros atrativos digitais. Até que ponto isto é benéfico ou perigoso?

Rocimar – Toda tecnologia ou ferramentas digitais educacionais é de extrema importância e saudáveis às nossas crianças, seja para o desenvolvimento de raciocínio lógico, cultural e também, para lazer e inteiração social. Porém, importante ser um trabalho dirigido e monitorado e, não somente, estar à mercê da criança ou do adolescente sem direcionamento algum, que, infelizmente, é o que acontece, muitas vezes.

Futuro Eventos – O que os pais em casa podem fazer para diminuir os perigos com o acesso a conteúdos impróprios? 

Rocimar – Entendo como sendo necessário os pais monitorarem o uso da internet e redes sociais sempre com muito diálogo, orientações constantes, levando o filho a reflexões importantes sobre os riscos e sobre a importância de preservação da própria vida. Limites são essenciais a uma vida saudável futura.

Futuro Eventos – Então, o melhor caminho é o monitoramento? 

Rocimar – O monitoramento dos pais no ambiente virtual é fundamental para a prevenção de problemas como cyberbullying até exposições de fotos de forma indevida de crianças e adolescentes.  Havendo ausência da atenção dos pais, para esse assunto, crianças e adolescentes ficarão vulneráveis a situações de risco e problemas de instabilidade emocional.

Futuro Eventos – E na escola? Em que sentido a escola pode ajudar?

Rocimar – A escola poderá ajudar, sim, e muito. Citarei aqui, algumas formas de minimizar a situação de conflito.  Por meio da Coordenação Pedagógica e Orientação Educacional, oportunizando palestras aos pais, educadores e alunos de orientação, reflexão e, principalmente, conscientização. Professores, de forma interdisciplinar, podem conversar e informar os alunos com clareza e cuidado sobre os riscos e conflitos advindos das redes sociais.

Futuro Eventos – Quais são os cuidados referentes à segurança e privacidade que é preciso saber?

Rocimar – Não divulgar senhas, não se expor com a utilização de webcam com pessoas desconhecidas e jamais divulgar fotos. Também, não enviar fotos de exposição do corpo, mesmo que para pessoas conhecidas. Falar com o adolescente a importância da sua autopreservação pode ser um trabalho preventivo realizado nas escolas.  As escolas podem proporcionar palestras aos alunos com informação, esclarecimentos de dúvidas sobre regras e uso adequado da internet.

Fonte: Texto publicado no Portal da Futuro Eventos  

Download gratuito: Cartilha Tecnologias na Escola

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Ilustração: Tom B

O Instituto Claro disponibiliza no seu site a cartilha “Tecnologias na escola – como explorar o potencial das tecnologias da informação e da comunicação na aprendizagem?” (clique aqui). O documento é de 2010 e falando-se em tecnologia quatro anos é muito tempo tanto que  por ali encontram-se ferramentas que nem existem mais como o Orkut. Mesmo assim, a cartilha continua atual, uma vez que inúmeros outros recursos são recomendáveis para uso e que estão em plena atividade na web, no entanto, pouco explorados em sala de aula.
O professor Carlos Seabra é autor da cartilha e a dividiu em: navegação na internet (por exemplo: buscadores como o Google, Wikepédia e o Bing; WebQuest, WebGincana), comunicação (Google Talk, Skype), Vídeo (uso do Youtube, elaboração de um projeto, roteiro, seleção de equipamentos e locais, filmagem, edição de áudio e vídeo e por fim autorização de uso), Som (podcasts, softwares de edição como o Audacity, audiobook), Imagens (Flickr, Picasa, fotolog), Blog (criação de blogs individuais ou em grupo), Textos e planilhas (Processador  de textos, planilha eletrônica, apresentação de slides e gerenciador de bancos de dados), Mapas ( (ferramentas de geoprocessamento, como o Geobusca, Google Maps ou Google Earth), Redes Sociais (Twitter, Facebook) e Jogos e simulações (games sociais, simuladores de voo, Portal do Jogos Cooperativos Computacionais, Banco Internacional de Objetos Educacionais).
Seabra diz na cartilha que: “para que estas tecnologias sejam significativas, não basta que os alunos simplesmente acessem as informações: eles precisam ter a habilidade e o desejo de utilizá-las, saber relacioná-las, sintetizá-las, analisá-las e avaliá-las (…) ir além de respostas simples”.
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Uma tarde no Passeio Público com Marcos Meier

Local escolhido: Passeio Público. Motivo: está em frente do apartamento onde mora e é onde nosso entrevistado gosta de passar as horas livres para ler, meditar e fazer anotações, que na sequência se transformam em livros, grandes palestras e ótimos bate-papos em programas de TV e Rádio. Nesta quarta-feira, as jornalistas Brisa Teixeira (Tic Tag – Comunicação & Inovação) e Patricia Melo (Presença – Comunicação Educacional) entrevistaram o professor, psicólogo e mestre em Educação, Marcos Meier. Foi uma tarde muito agradável onde o roteiro de perguntas era modificado a cada momento em que Marcos Meier dava algumas “deixas” para novas perguntas que não estavam no script.

Após escutar do educador que na escola ele era um menino tímido e hoje ver a grande (literalmente) pessoa que é com tanta popularidade nas redes sociais e com uma audiência enorme em suas palestras em todo o Brasil e ainda com uma facilidade e dom de se comunicar frente às câmeras é no mínimo uma lição a todos aqueles que um dia sonham em ser um pouquinho que seja dessa grande pessoa. Pessoa esta que admiro desde os idos de 2004, quando assessorava o Santa Maria, colégio onde Marcos era coordenador.

Marcos Meier Brisa Teixeira Patricia Melo

Na imagem, Marcos Meier conversa com as jornalistas Brisa Teixeira e Patricia Melo. (© foto Milcho Pipin (www.mpipin.com).

Diretora da Estácio, Sheyla Mara Coraiola, escreve artigo, no Jornal do Estado, sobre o uso da tecnologia na educação

Artigo_Sheyla Coraiola

 

Tecnologia a serviço da melhoria na educação

*Sheyla Mara Coraiola

As tecnologias da informação e comunicação, principalmente a internet, têm apresentado ao meio educacional, novas alternativas de ambientes, de possibilidades, de atuações docente, de avaliação, e novos desafios pedagógicos. Muitos desses desafios se refletem em sala de aula que precisa e deve acompanhar as inovações tecnológicas, mas em muitos casos continua empregando as velhas práticas pedagógicas.

A construção do conhecimento não é um processo passivo e sim ativo do sujeito interagindo com o mundo. Nos dias de hoje esta interação com o mundo é cada vez mais rápida e fácil quando se utiliza os recursos certos. Isso acontece nos nossos locais de trabalho, em nossas famílias, em nossos círculos de amizade (com as redes sociais, por exemplo), e por que não acontecer também em sala de aula?

Recursos tecnológicos em sala de aula, se bem utilizados, podem trazer diversos avanços e um enriquecimento no processo ensino aprendizagem. Temos hoje, não só em educação a distância, mas também na educação presencial softwares, androides e aplicativos desenvolvidos especificamente para utilização pedagógica, tanto pelo professor quanto pelo aluno.

O recurso do tablet em sala de aula é um exemplo bem atual de recurso tecnológico que permite essa interação de forma simples e prática. Cada vez mais universidades, faculdades, e empresas percebem isso, e investem na implantação de recursos digitais com o objetivo de efetivas construções de conhecimento, seja para formar um profissional com competências exigidas pelo mercado, seja para a solução de problemas e competitividade.

A educação atualmente tem o papel não apenas de transmitir informações, mas de educar e preparar para a realidade como um todo, inclusive a realidade de empresas e do mercado de trabalho cada vez mais competitivo, que busca profissionais qualificados e os capacita para solucionar problemas.

A busca por novos ambientes de aprendizagem, aliada às tecnologias da comunicação e informação é a base para o fortalecimento da educação. Trata-se de uma nova forma de ensinar, que obtém intensidade no processo interativo, permite a troca de informações, propiciando formação de opiniões, induzindo a uma aprendizagem autônoma e emancipadora, mas também motivando para uma aprendizagem colaborativa.

Promover essa consciência pedagógica inovadora é o grande desafio dos profissionais de educação. Este profissional deve estar preparado para enfrentar obstáculos profissionais e sociais, o que pode alcançar através de um ensino-aprendizagem colaborativo e com diversas tecnologias aplicadas à educação.

Essas novas tecnologias aplicadas à educação facilitam e auxiliam a aprendizagem. São recursos tecnológicos de dimensões gigantescas, que abrange todo o mundo, tem potencialidades surpreendentes e uma variedade de métodos de comunicação, além de não ter limites de distância ou de tempo.

O uso das tecnologias na educação proporciona novas relações na prática pedagógica e, por meio da utilização de metodologias, ferramentas e conceitos, busca desenvolver valores coerentes e oportuniza a melhoria contínua no processo educacional. A educação a distância, os tablets, os ambientes virtuais de aprendizagem e a aprendizagem colaborativa on-line estão contribuindo para a educação neste sentido.

 

*Sheyla Mara Coraiola é diretora da Faculdade Estácio, em Curitiba