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Como competem deficientes visuais nos diferentes esportes paralímpicos

Os Jogos Paralímpicos, que terminaram no domingo, dia 18, no Rio de Janeiro, vimos uma show de superação, reunindo 4.350 atletas de 160 países, em 22 modalidades. Só no Brasil foram  287 atletas participantes. As modalidades são adaptadas e, em algumas competições, os atletas são acompanhados por guias, que também são premiados e subirão ao pódio. Como tive uma experiência o ano passado de ser tutora de uma deficiente visual e por trabalhar hoje para a Jorge Javorski Comunicação, atendendo o Hospital de Olhos do Paraná , este tema da cegueira passou a chamar a minha atenção. Aqui, então, editado a partir de uma reportagem do jornal El País  resumo algumas modalidades com curiosidades e técnicas utilizadas para ajudar os atletas com deficiências visuais.
Golbol – Esporte criado exclusivamente para pessoas com deficiência visual. A quadra tem as mesmas dimensões das de vôlei. A bola tem um guizo em seu interior para que os jogadores saibam sua direção. Cada equipe conta com três jogadores, que são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. Neste link, saiba mais sobra a história, regras, classificação e equipamentos https://www.youtube.com/watch?v=0bZ51jzmbAQ
Natação – Na beira da piscina, uma pessoa, chamada de tapper, avisa quando o atleta está prestes a chegar ao final, para que girem e finalizem a prova. O regulamento obriga todos os nadadores que competem na categoria S11 a levar óculos escuros. Dessa forma, os que têm certo grau de percepção competem nas mesmas condições dos que perderam completamente a visão. Dentro da piscina, para não sair de suas raias, os nadadores com deficiência visual encostam nas cordas que separam as balizas.
Ciclismo – Os atletas competem com um guia. O piloto com visão fica na parte da frente e como copiloto, na parte de trás da bicicleta, fica a pessoa com deficiência visual. Os dois ciclistas, não só devem pedalar na mesma sintonia, como também, devem sair da bicicleta, virar e manter o equilíbrio ao mesmo tempo em situações complicadas.
Triatlo (Categoria: PT5) – Os Jogos Paralímpicos do Rio serão os primeiros da história em que haverá competição de triatlo. Na natação, os atletas cegos vão unidos pela cintura ou perna, e é o guia que os dirige para as boias. No ciclismo, é usada uma bicicleta de dois lugares. Depois, na corrida, há duas opções, amarrados pelo cinto portadorsal ou com uma corda, segurando uma ponta cada um.
Futebol – A modalidade 5 é exclusiva para deficientes visuais. Jogada em terreno descoberto para permitir uma acústica ideal. Os três terços do campo são demarcados e, atrás dos gols, encontra-se a área de guias. Assim como no golbol, a bola é equipada com guizos para que os jogadores saibam sua posição e trajetória.
Judô – O regulamento determina que as provas devem começar com os dois esportistas agarrados.  O judô para deficientes visuais inclui novos sinais auditivos e táteis para transmitir as decisões aos esportistas.
Remo – No remo olímpico não existe, por enquanto, uma categoria só para pessoas cegas, mas na modalidade LTA4+, de embarcações de quatro atletas, podem participar até dois atletas com deficiência visual. O regulamento de remo paralímpico detalha que, devido à inclusão dos para-atletas, o juiz de saída dará às tripulações uma indicação verbal adicional, além da bandeira ou do sinal luminoso.
Fonte: Texto de Brisa Teixeira, editado do jornal espanhol El País
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/09/06/deportes/1473170113_556149.html
Fonte Foto: CPB