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Comunidade surda: em busca da igualdade e de sua identidade

Brisa Teixeira – Via Portal Futuro Eventos

Problemas de surdez atingem mais de 9 milhões de pessoas no Brasil; limitação está na sociedade, que exclui o surdo, apesar dos avanços nas leis de inclusão

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A língua oral é imperativa e exclui naturalmente – seja por falta de informação ou falta de sensibilização em enxergar o “diferente” – outras formas de se comunicar. É importante considerar que, segundo o IBGE (2016), existe uma comunidade surda formada por 1,1% da população brasileira, ou seja, 9,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva.

Segundo o Portal Brasil “2.147.366 milhões apresentam deficiência auditiva severa, situação em que há uma perda entre 70 e 90 decibéis (dB). Cerca de um milhão são jovens até 19 anos”. Embora, a sociedade considera a comunidade surda uma minoria, temos mais de 2 milhões de pessoas que precisam participar do processo de integração social, serem compreendidas e incluídas.

Abismo entre teoria e prática
Percebe-se em nossa sociedade, ainda mais quando passamos a ter mais informações sobre o mundo do surdo, que há um abismo entre a teoria, as leis que “garantem” os direitos estabelecidos pelas políticas públicas e o comportamento da sociedade: seja no momento de estudar, trabalhar, fazer as compras, ter um atendimento médico, se divertir, entre tantas outras atividades da rotina de qualquer pessoa.

A interação social se dá na e pela linguagem. Nos comunicamos com os outros por meio da linguagem, que tem um papel essencial de conviver,  cooperar e se relacionar com o outro. A linguagem oralizada impera em nossa sociedade, mas ela não pode ser vista como única, imperativa, pois dentro do que entendemos por linguagem, existe uma diversidade, que deve ser considerada.

Aceitação começa em casa
As dificuldades também estão dentro de casa, quando uma criança surda nasce em uma família de ouvintes. O desconhecimento e a própria negação dos pais de aceitar o filho surdo é o primeiro impasse que essa criança enfrenta, que terá ainda muitas dificuldades de interagir e se relacionar com o mundo em casa e fora dela. Por isso, é de extrema importância que a aceitação e informação comecem em casa.

Em quem mesmo é que está a limitação?
A Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS tem amparo da Lei 10.436/2002, mas, infelizmente estamos muito longe de oferecer um mundo igualitário e acessível para a comunidade surda. A sociedade, que vem mudando, mas a passos muito lentos, onde cada conquista é comemorada, quando, na verdade, deveriam ser ações já consolidadas, tamanho é o discurso da democracia, direitos iguais e a própria inclusão. Assim, pergunta-se em tom de provocação e ironia: “Em quem mesmo é que está a limitação?”

A cultura brasileira, até mesmo a de países mais desenvolvidos, é limitada por não saber lidar com o profissional surdo, resultando em pensamento e atitudes permeadas pelo preconceito com aquele mito de que a pessoa com “deficiência” (seja ela qual for) é de incapacidade ou que ele é um “coitadinho” que precisa ser incluído. Ao incluir o surdo no mercado de trabalho – na maioria das vezes só porque existe uma lei de cotas – as empresas pensam em estar fazendo a sua parte, mas na verdade não inclui por completo.

Para refletir
A tudo isso fica uma reflexão de que para diminuir as limitações da própria sociedade, ela precisa, primeiro, perceber essa realidade, perceber o “outro” respeitando a sua deficiência, o incluindo de verdade e de fundamental importância promover efetivamente ações de conscientização, seja dentro das organizações, das escolas, dos serviços prestados, do atendimento médico, dos eventos de entretenimento, enfim, uma cultura de inclusão plena em todos os segmentos.

Fonte: texto publicado pelo Portal Futuro Eventos

Surdos encontram limitações da sociedade na escola e no mercado de trabalho

Brisa Teixeira – Via Portal Futuro Eventos

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Em 2002 foi sancionada a Lei de Libras, Lei n.º 10.436, que veio para reconhecer como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais, no entanto, nesses 15 anos a sociedade continua excluindo o surdo

A sociedade está inserida em uma realidade que exclui o surdo e coloca a LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais como uma língua inferior. Mesmo em 2002, quando foi sancionada a Lei de Libras, Lei n.º 10.436, que veio para reconhecer como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais, pouca coisa mudou nesses 15 anos. Podemos perceber isso, por exemplo, no mundo escolar do aluno surdo e depois, no mercado de trabalho.

Na escola, professores e intérpretes não estão capacitados para passar o conhecimento ao aluno surdo. Este aluno passa toda a vida escolar marginalizado, não só na forma de aprender, como de conviver com os colegas, que não são sensibilizados e ensinados a se comunicar em Libras.  Essas dificuldades comprometem o desempenho do aluno surdo no ENEM, quando ingressa na universidade. Com isso, percebe-se desde a Educação Básica até o Ensino Superior, as inúmeras lacunas pedagógicas, que permanecem até a sua formação.

O surdo no mercado de trabalho
Como segundo exemplo de que vivemos em uma sociedade na qual a língua oral é imperativa é quando este aluno – que conseguiu se formar, apesar de todas as dificuldades –, ingressa no mercado de trabalho. A sua luta continuará para ter o seu espaço, respeito e reconhecimento como um sujeito normal com os mesmos anseios e vontade de vencer que os ouvintes.
No mundo do trabalho também existe um estigma que costuma marcar a pessoa com deficiência. Os empresários e os colegas de trabalho geralmente vão enxergar primeiro a deficiência do surdo, para só depois, bem depois se acostumarem com esse convívio e o perceber de fato.

Competência X Deficiência
A cultura brasileira, até mesmo a de países mais desenvolvidos, é limitada por não saber lidar com o profissional surdo, resultando em pensamento e atitudes permeadas pelo preconceito com aquele mito de que a pessoa com “deficiência” (seja ela qual for) é de incapacidade ou que ele é um “coitadinho” que precisa ser incluído. Ao incluir o surdo no mercado de trabalho – na maioria das vezes só porque existe uma lei de cotas – as empresas pensam em estar fazendo a sua parte, mas na verdade não inclui por completo.

Nas empresas, por exemplos, existe uma relação entre competência e deficiência, não percebendo que por traz da deficiência está um ser humano capaz e com qualidades ideias para exercer com dignidade e excelência o seu trabalho, igualmente como o ouvinte, que também possui as suas limitações.

Experiência de surdos no mundo corporativo
Na reportagem “Universitários apresentam TCC em Libras sobre acesso de surdos ao emprego” publicada na Agência Estado, em novembro de 2016, os estudantes surdos Tuane Soares Xavier e Antônio Paulo dos Santos, formandos do curso de Administração da UniCarioca, apresentaram o TCC em Libras, que teve como tema as experiências pessoais vivenciadas no ambiente corporativo. No trabalho, eles constataram a afirmação das autoras Dizeu & Caporali de que a limitação está na sociedade e que esta sociedade não está preparada para receber o indivíduo surdo.

O trabalho dos alunos revela uma ausência de investimentos das empresas nas contratações de intérpretes, que exclui o surdo do mercado de trabalho. Essa ausência ocorre também nas escolas, nas programações culturais e em diversas outras situações que comprovam que a língua oral tem se mostrado imperativa e excludente.

Talentos desperdiçados
A reportagem da Agência Estado destaca ainda, ao relatar o TCC dos alunos da UniCarioca, que a sociedade “ignora o conhecimento dos profissionais surdos desperdiçando talentos que podem contribuir substancialmente para a evolução do negócio”. A aluna surda Tuane, ao falar da inserção do surdo na empresa, relata que “quando esse profissional é focado e ágil no trabalho, o tempo rende bastante e o patrão se sente satisfeito com o trabalho do funcionário surdo”.

Fonte: texto publicado pelo Portal Futuro Eventos

Qual a diferença entre o mestrado acadêmico e o mestrado profissional?

Brisa Teixeira de Oliveira – Via Portal Futuro Eventos

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Chegou a hora de tomar uma decisão para a continuidade dos estudos, após a graduação. As opções de modalidades são muitas: MBA, especialização, mestrado acadêmico, mestrado profissional, doutorado.

Todas elas com características próprias, que devem ser levadas em conta de acordo com o perfil de cada um e os seus objetivos. É preciso informar-se bem, pois a decisão é um fator que irá determinar o futuro pessoal e profissional do estudante, quando o assunto é pós-graduação.

Neste post, em especial, trarei as características de uma pós-graduação, que vem cada vez atraindo mais adeptos: o mestrado profissional. Saiba, aqui, a qual perfil ele se destina e as principais diferenças em relação ao mestrado acadêmico.

1 – O que é o mestrado profissional?

O mestrado profissional, assim como o acadêmico, é uma pós-graduação, que passa pelos critérios rigorosos da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão regulador dos cursos de pós-graduação stricto sensu. Este modelo veio ganhando espaço nos últimos anos, a partir da sua regulamentação, em 2009.

A diferença principal está em o mestrado tradicional (acadêmico) ser mais focado no professor pesquisador, que tem o objetivo a carreira docente, e o mestrado profissional tem como objetivo uma formação diferenciada para a atuação nas empresas.

No entanto, aconselha-se fazer um mestrado profissional aquele que já tem uma certa maturidade no mundo do trabalho, e por isso não sendo ideal para quem acabou de terminar uma graduação. Isso porque o aluno se beneficiará dessa formação se já tiver alguma maturidade adquirida profissionalmente. Terá mais condições de dialogar entre os colegas de curso e professores devido ao repertório que já possui.

2 – Com o mestrado profissional, eu posso dar aulas?

Apesar do foco de quem escolhe o mestrado acadêmico é de dar aula, nada impede que alguém formado em um mestrado profissional possa dar aula também. Muitas instituições valorizam essa formação, pois terá um professor focado no mercado de trabalho. Isso também agrada os alunos, que, muitas vezes, preferem um professor com experiência profissional. Dessa forma, mesmo que o mestrado profissional não tenha a finalidade acadêmica de formar professores, como acontece com o mestrado acadêmico, não é impedimento para dar aulas, pelo contrário, é um diferencial.

3 – Após cursar o mestrado profissional, posso fazer um Doutorado?

Muita gente não sabe, mas para fazer um doutorado não precisa necessariamente passar por um mestrado. Isso que dizer que o mestrado não é pré-requisito para o doutorado. Inclusive, em países desenvolvidos é comum fazer o doutorado direto.

4 – Então, qual a diferença entre eles?

A formação em um mestrado profissional agrega competitividade e produtividade às empresas públicas e privadas. De qualquer forma, por ser um mestrado, exige o gosto pela pesquisa. Na hora de escolher qual se ajusta mais ao seu perfil, liste quais são os seus objetivos para o futuro. Se você possui vocação para dar aulas e este é o seu foco, a opção é o mestrado acadêmico. Mas, se o seu perfil é mais indicado para o mercado de trabalho, invista no mestrado profissional.

*Texto publicado pelo Portal da Futuro Eventos

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Mais que formação acadêmica você precisa é ter conhecimento

Conheça 8 características que farão você ser um profissional preocupado com a busca de resultados

Precisamos parar de achar que um currículo bem recheado é garantia de empregabilidade. Experiência profissional já foi um diferencial e continua sendo, mas o que vale mesmo no mundo profissional é ter conhecimento. Trata-se de uma nova postura de pessoas com uma visão atualizada, que sempre estão em busca de aperfeiçoamento, que nem sempre se encontra dentro de uma sala de aula. Empresas querem pessoas que tragam resultados, essas são as que terão mais oportunidades profissionais.

Isso acontece porque o Ensino Superior vem sendo cada vez mais acessível, e ser formado em alguma área, não é mais um diferencial competitivo, muitas vezes, dependendo da ocupação tornou-se obrigação. E, mesmo pessoas sem graduação formalizada, mas com muito conhecimento, vêm agregando muito a equipe de uma empresa.

É claro que um curso universitário, seja uma graduação, pós-graduação, cursos livres trazem conhecimentos, mas o aluno deve sempre ir além. Não ficar preso ao conteúdo da aula ou só estudar para passar na prova e conseguir o certificado. Isso pode até encher as páginas do currículo, mas não preenchem o tão raro conhecimento que você precisa.

Você já parou para pensar o que você faz de diferente para alcançar resultados para você, para a sua empresa ou para quem presta serviço? Anote, então, 8 características de um profissional, que vão além da formação acadêmica:

Seja autodidata – Os autodidatas se dão muito bem na busca de conhecimentos. Eles estão sempre antenados, fazem cursos pelo internet e estão atentos às novidades.

Mantenha-se atualizado – Estar atualizado é primordial nos dias de hoje. São transformações no mundo corporativo, que necessita de pessoas que vão atrás de novos conhecimentos. Para isso, esteja sempre atento ao que acontece à sua volta.

Seja pró-ativo – Não espere que o seu chefe, cliente ou parceiro de trabalho te digam o que precisa ser feito. Antecipe-se, seja pró-ativo, mostre-se disponível.

Pergunte, pergunte, pergunte – Inteligente é quem pergunta. Quem pergunta demonstra interesse, sua ação ao perguntar deixa de lado qualquer dúvida que possa atrapalhar as suas ações. O perguntador está preocupado em ampliar o seu repertório de conhecimento.

A prática leva à perfeição – Profissionais com experiência são bem requisitados no mercado. E muitas vezes essa experiência não precisa estar atrelada ao que você faz hoje. Tudo é bagagem, que vai agregar lá na frente, e quem ensina isso não é a universidade.

Aprenda com os outros – Interagimos com pessoas a todo o momento, mas nos esquecemos que podemos a todo tempo aprender com elas. Inclusive você pode aprender com as experiências dos outros, tanto as boas como as ruins.

Seja criativo – Não venha dizer que você não é criativo. Todos somos! Basta estar aberto para isso, se permitir, dar asas à imaginação. O processo tem a ver com a liberdade de pensamento.

Permita-se errar – Grandes empresários de sucesso erraram muito antes de acertar. Isso porque eles permitiram-se arriscar, tiveram coragem de tomar decisões, que levaram a erros e acertos. Por isso, não tenha medo de errar, do contrário não sairá do lugar.

Todas essas características não se aprendem na escola, nem na faculdade. Aliás, se não procurarmos nos atualizar o que foi aprendido nesses espaços formais ficam ultrapassados em pouco tempo, tamanha são as transformações do mundo corporativo em todas as áreas. O que fica mesmo é a sua essência. A pessoa que você é com seus valores e competência e vontade sempre de fazer a diferença e deixar a sua marca por onde você passar.

Fonte: Matéria publicada no Portal da Futuro Eventos – http://www.futuroeventos.com.br/conteudo-blog/mais-que-formacao-academica-voce-precisa-e-ter-conhecimento/

 

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Por que o networking é importante para a minha carreira?

Muita gente ainda não descobriu os benefícios do Networking ou não quer acreditar que ele realmente é tão importante quanto ter um currículo recheado de formações e certificações. Se formos desmembrar a palavra Networking para entender o seu significado. Teremos que “net”, em inglês quer dizer “rede”, e “working” trabalhando. E essa rede não são as redes sociais. Ela se encontra no mundo off-line.

Não importa onde você fará o Networking, o mais importante é que eles sejam locais ideais para construir uma rede de qualidade. Pode ter um caráter mais formal como um congresso, uma palestra, o lançamento de um livro, como também, um caráter bem informal, como um churrasco ou uma festa. O que importa mesmo é que nesse local você estará fortalecendo relacionamentos que irão te beneficiar profissionalmente.

Pessoas que estão sempre nesses eventos formais e informais possuem chances muito maiores de conseguir boas oportunidades na vida profissional. E estar disposto a relacionar-se deve acontecer de maneira espontânea, sem a intenção de “puxar o saco” ou “bajular” alguém. O processo é natural e bem mais divertido que ficar no Facebook. Você precisa ser visto para ser lembrado.

Você não sabe nem por onde começar a fazer a sua rede de contatos? Preparei 3 perguntas para que você faça a si mesmo, antes de começar a fazer o Networking. Preparado, preparada? Então, vamos lá!

  • Quais são os meus objetivos? Antes de sair por aí participando de eventos sociais, pergunte primeiro para você mesmo quais são os seus objetivos profissionais. O que você quer nesse momento? Que tipos de pessoas gostaria de encontrar que pudessem agregar a sua rede de contatos. Há alguma pessoa ou tipo de contato específico que você deseja ou precisa conhecer? Identificando os seus objetivos você irá com mais objetivo em suas intenções.

  • Quais são os eventos mais importantes da minha área? Pesquise eventos da sua área. Esteja antenado onde as pessoas que você quer fazer contato estão, quando não estão trabalhando. Nesse caso sim, as redes sociais podem ser aliadas, mas apenas para ficar sabendo dos eventos. Seja assertivo, não perca tempo em lugares, que não tem a ver com os objetivos respondidos na dica 1. E se for preciso viajar, viaje. Se é fora da sua cidade que as pessoas que você quer fazer contato estão, não pense duas vezes.

  • O que eu vou dizer às pessoas? Lembre-se que esse é um processo natural, então, seja autêntico. Converse como se estivesse numa roda de amigos superconhecidos, claro que o bom senso vale muito nessa hora. Esteja com o cartão de visitas sempre em mão. Ninguém o guarda depois, mas ele é uma via de mão dupla na hora de você apresentar-se. No dia seguinte, envie uma mensagem para todas as pessoas que você fez contato, agradecendo a oportunidade de tê-las conhecido.

    E antes de terminar, fica mais uma dica para erros comuns. Tem gente que só pensa em fazer Networking, quando a “água já está no pescoço”. Isso vai gerar efeitos negativos. Não espere ficar desempregado ou precisando de clientes. Networking não é para essas horas. Isso poderá causar falsa aproximação. Ele deve ser usado durante toda a sua vida profissional para criar vínculos.

    Fonte: Artigo de Brisa Teixeira, publicado no Portal da Futuro Eventos

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É possível fazer uma faculdade gratuita a distância?

A formação acadêmica tornou-se muito mais fácil, desde que as universidades brasileiras disponibilizaram cursos de graduação a distância. Essa é a modalidade de educação que mais cresce no Brasil,segundo censo do Ministério da Educação (MEC). Os principais motivos são: mensalidades mais acessíveis, horários flexíveis e a possibilidade de estudar em qualquer lugar. O que muita gente não sabe é que existem muitas opções de concluir uma universidade nessa modalidade e gratuita.

Universidade Aberta do Brasil
Passar em uma universidade pública, até pouco tempo atrás, era privilégio de poucos. Com o projeto do MEC chamado Universidade Aberta do Brasil, a UAB, instituiu-se um sistema integrado por universidades públicas para atenderàs demandas locais por educação. São diversas universidade federais, estaduais ou municipais vinculadas à UAB. Entre elas: Universidade de Brasília, UFMG, UFOP, UERJ, UFRJ, UFPR, Federal de São Carlos.

Quem pode estudar na UAB?
Qualquer pessoa que concluiu a educação básica (Ensino Médio)e foi aprovado no processo seletivo, atendendo aos requisitos exigidos pela instituição pública vinculada ao Sistema Universidade Aberta do Brasil, pode estudar na UAB. No entanto, há uma abertura e divulgação maior para incentivar professores da Educação Básica, das redes estadual, federal ou municipal, a fazerem cursos licenciatura.

Qual curso posso fazer pela faculdade gratuita UAB?

São vários cursos ofertados pela faculdade gratuita UAB:

  • Bacharelados, Licenciaturas, Tecnólogo e Especializações;

  • Especializações do programa Mídias na Educação;

  • Graduação em Biblioteconomia;

  • Especializações para professores, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD/MEC);

  • Programa Nacional de Formação em Administração Pública – PNAP.

Como saber quais os cursos que estão com as inscrições abertas?
Recomenda-se acessar diretamente o site da universidade que oferece o curso de interesse e procurar ali as informações necessárias sobre vestibulares e processos seletivos.

Preciso fazer vestibular?
Sim. Como qualquer faculdade a distância é preciso fazer o vestibular. Cada instituição tem a sua forma de ingresso e recomenda-se acessar o site da instituição e procurar informar-se sobre datas, inscrição e modelo de provas.do vestibular e processos seletivos. Verifique também a possibilidade de usar a nota do ENEM.

*** Informações obtidas a partir do Portal da Capes

Fonte: Artigo de Brisa Teixeira, publicado no Portal da Futuro 

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Políticas públicas e escolas inclusivas: um longo caminho ainda a ser trilhado

Estamos muito longe de sermos considerados um país que respeita a inclusão e dá condições mínimas para os excluídos terem acesso ao bem precioso, que é a educação. Nos últimos anos, ações isoladas de educadores e de pais têm promovido e implementado a inclusão, nas escolas, de pessoas com algum tipo de deficiência ou necessidade especial, visando resgatar o respeito humano e a dignidade, no sentido de possibilitar o pleno desenvolvimento e o acesso a todos os recursos da sociedade por parte desse segmento.

Movimentos nacionais e internacionais têm buscado o consenso para a formatação de uma política de integração e de educação inclusiva.  A luta pela igualdade tem a sua origem, em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ela assegura o direito de todos à educação. Muitos anos depois, em 1990, outra conquista foi a Conferência Mundial de Educação para Todos, que aconteceu na Tailândia. O principal objetivo foi examinar e enfrentar o desafio da exclusão escolar de milhares de alunos.

A consolidação veio com a Declaração de Salamanca, em 1994, durante a Conferência Mundial de Educação Especial, que contou com a participação de 88 países e 25 organizações internacionais, em assembleia geral. Este evento teve como culminância a “Declaração de Salamanca”. Transcrevo aqui algumas reflexões:

Nós congregamos todos os governos e demandamos que eles:

– atribuam a mais alta prioridade política e financeira ao aprimoramento de seus sistemas educacionais no sentido de se tornarem aptos a incluírem todas as crianças, independentemente de suas diferenças ou dificuldades individuais;

– adotem o princípio de educação inclusiva em forma de lei ou de política, matriculando todas as crianças em escolas regulares, a menos que existam fortes razões para agir de outra forma;

– desenvolvam projetos de demonstração e encorajem intercâmbios em países que possuam experiências de escolarização inclusiva;

– estabeleçam mecanismos participatórios e descentralizados para planejamento, revisão e avaliação de provisão educacional para crianças e adultos com necessidades educacionais especiais;

– encorajem e facilitem a participação de pais, comunidades e organizações de pessoas portadoras de deficiências nos processos de planejamento e tomada de decisão concernentes à provisão de serviços para necessidades educacionais especiais;

– invistam maiores esforços em estratégias de identificação e intervenção precoces, bem como nos aspectos vocacionais da educação inclusiva;

– garantam que, no contexto de uma mudança sistêmica, programas de treinamento de professores, tanto em serviço como durante a formação, incluam a provisão de educação especial dentro das escolas inclusivas.

Em vista de todas essas questões, percebemos que a inclusão escolar teve um fortalecimento com a Declaração de Salamanca, mas os problemas ainda continuam. Só poderemos considerar que a sociedade em que vivemos é inclusa, quando efetivamente tivermos a inclusão nos espaços escolares, no trabalho, no lazer, nos serviços de saúde, na mídia, entre tantos outros espaços.  Nesse processo de inclusão, teremos que exigir cada vez mais que a sociedade se adapte aos menos favorecidos, em um tratamento de igualdade de oportunidades.

Fonte: Com informações adaptadas do artigo “Portadores de deficiência: a questão da inclusão social”, de Maria Regina Cazzaniga Maciel, publicado na Revista São Paulo em Perspectiva.

Fonte: Artigo publicado no Portal de Notícias da Futuro Eventos 

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6 vantagens de fazer um doutorado profissional

Uma boa notícia para quem que se aperfeiçoar profissionalmente, realizando um doutorado. É isso mesmo, até então só existia o mestrado profissional, mas no dia 24 de fevereiro, o Ministério da Educação anunciou, a adoção da modalidade de doutorado profissional, no âmbito da pós-graduação stricto sensu.

O mestrado profissional existe desde o início na década de 1990 e hoje conta com 718 cursos em funcionamento. Com a possibilidade do doutorado profissional, mais profissionais estarão ampliando os seus conhecimentos e estudos para atuar no mercado de trabalho. Isso trará uma maior qualificação de profissionais para atender as demandas sociais, promover o desenvolvimento nacional, a inovação e aumentar a produtividade em organizações públicas e privadas.

Titulação – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) terá o prazo de 180 dias para regulamentar a oferta, avaliação e o acompanhamento dos programas de mestrado e doutorado profissional.

Agora que você já sabe que é possível ter a titulação de doutorado profissional, enumeramos as vantagens dessa titulação para o seu aperfeiçoamento profissional:

1) A universidade é uma fonte de inovações – A universidade é uma grande fonte de saber e é lá que encontremos a fonte de inovações nas mais diversas áreas. Isso permite o acesso a diversos conhecimentos e tecnologias de última geração em seu campo de estudo.

2) Vantagem competitiva – Escutamos muito que não é preciso titulação para conseguir entrar no mercado de trabalho. Isso pode ser uma verdade, mas quem tem titulação e conhecimentos agregados e atualizados têm as portas abertas para as melhores vagas no mercado de trabalho. O conhecimento adquirido garantirá uma grande vantagem competitiva em relação aqueles que não buscaram qualificação.

3) Reconhecimento profissional – Um doutorado não é apenas uma titulação. Ele lhe dá chances de ser reconhecido e respeitado no ambiente profissional.  Os artigos científicos publicados e a participação em congressos, muitos deles internacionais, lhe darão a oportunidade de estar em contato com outros profissionais, que estarão divulgando inovações e compartilhando informações atualizadas e de alto nível na sua área de atuação.

4) Inserção de novas técnicas e tecnologias – A empresa que você trabalha pode estar saturada e repetindo velhas fórmulas de execução. Nesse processo, você pode ser o protagonista de uma nova maneira de pensar e executar processos, trazendo novidades para a gestão do dia a dia da sua empresa.

5) Desenvolvimento do pensamento crítico – Estar em contato com o meio acadêmico pode ajudar você a desenvolver um senso crítico em relação ao seu trabalho, sua profissão e a toda uma área de conhecimento. O saber acadêmico frequentemente nos dá uma visão mais “macro” das coisas, que extrapola as informações com as quais lidamos no trabalho cotidiano.

6) Possibilidade de ser um palestrante e de dar aulas – Pessoas ávidas por informação e conhecimento querem aprender com pessoas qualificadas. A titulação agrega muito ao profissional que quer ampliar a sua atuação profissional, seja como palestrante ou como professor em universidades. Isso sem contar que com um título de doutor, você será bem remunerado seja para dar aulas ou para palestrar em congressos de alta qualidade.

Fonte: Material publicado no site da Futuro Eventos

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O que é qualidade de vida?

Essa pergunta: “O que é qualidade de vida?” não é tão simples assim de ser respondida, uma vez que ela varia conforme a maneira que cada pessoa escolhe para viver bem. Para uns está associado ao dinheiro, para outros é o sucesso profissional, status; pode estar vinculado a uma vida mais simples: menos dinheiro e mais tempo para a família, e por aí vai. Portanto, qualidade de vida é uma opção pessoal.

Quando fui morar em Florianópolis para fazer o mestrado consegui uma bolsa de estudos. Dividia o aluguel da casa que morava com mais uma estudante, morava 15 minutos da praia e durante dois anos só estudei e fazia uns freelas de revisão de materiais didáticos para aumentar um pouco a renda. Para mim aquilo era qualidade de vida. Para o meu estilo e propósito de vida, naqueles dois anos e meio, o dinheiro não me importava tanto, priorizei uma vida menos estressante, porém pagando o preço de ganhar menos para viver mais.

Para outras pessoas, qualidade de vida é ser concursado, a certeza que você nunca será mandado embora do seu emprego, ter um emprego fixo, carteira assinada, férias garantidas todo ano, viajar para o exterior e por aí vai. Então, não podemos julgar a vida dos outros. Cada um decide como quer levar a sua vida. Por esse motivo qualidade de vida tem a ver com escolhas de bem-estar, ter consciência da decisão que toma e, simplesmente, tocar a vida sem prejudicar ninguém. Por isso, não há uma definição qualidade de vida, pois não se pode generalizar e padronizar.

O autoconhecimento é muito importante na hora de você decidir que vida você quer ter para adquirir a qualidade desejada. Eu elenco três atividades, que servem para mim. E lanço o desafio para você elencar quais são as suas!

Praticar uma atividade física – Uma das coisas que mais prezo para ter qualidade de vida é praticar uma atividade física A meta: correr pelo menos duas vezes por semana, em um parque ou local a céu aberto; aula de zumba 3 vezes por semana e que eu não precise sair de casa (onde moro as aulas acontecem na quadra de esportes do condomínio) e, se sobrar tempo, para ficar perfeito, nadar um dia da semana que seja. Pergunte a um sedentário, que odeia praticar exercício físico, se isso é sinônimo de qualidade de vida. Nem precisa me responder o que ele vai dizer.

Ter um hobby – Ter um hobby é possível que seja unânime para quem busca qualidade de vida. Dar vazão a essas atividades faz bem para sua saúde física e mental. Meus hobbys são fazer aula de canto, de violão, aprender Libras e nunca parar de estudar. Acredite, tem quem goste e eu sou uma delas. Mas se a pessoa é movida pelo status e pelo dinheiro para se ter uma boa qualidade de vida para ela e sua família, provavelmente não terá tempo, cabeça e muito menos o autoconhecimento necessário para saber que hobby gostaria de fazer.

Viajar para o exterior – A busca por qualidade de vida tem feito com que as pessoas busquem cada vez mais viajar. Há pessoas que guardam dinheiro o ano inteiro ou parcelam em diversas vezes a viagem para ficar um mês, 15 dias ou até mesmo apenas uma semana para conhecer hábitos diferentes dos seus, desfrutar de uma gastronomia diferente, fazer novas amizades, se comunicar em outros idiomas. Para uns, viajar com uma mochila nas costas pode ser um projeto de viagem ideal, já outros não largariam mão do conforto. E, se ir mais a fundo, pensando na diversidade de pessoas com gostos diferenciados, tem quem acha – e eu conheço pessoas assim –, que preferem não ter que economizar o ano inteiro para ter a possibilidade de fazer uma grande viagem. Para essas pessoas, qualidade de vida é ter dinheiro para o seu dia a dia, sem se preocupar com a conta bancária.

E você? Já pensou qual estilo de vida se aproxima mais ao seu modo de ser e de estar para ter uma qualidade de vida?

Fonte: Brisa Teixeira, texto publicado no portal da Futuro Eventos – http://www.futuroeventos.com.br/conteudo-blog/qualidade-de-vida-e-saude/o-que-e-qualidade-de-vida

 

ARTIGO – Por uma nova comunicação na Educação a Distância

Brisa_perfilTexto: Brisa Teixeira de Oliveira (Artigo publicado no site da Futuro Eventos)
http://www.futuroeventos.com.br/noticias/integra.php?id=596

A revolução da informação e da comunicação está desafiando os métodos tradicionais de ensino. Quando uma instituição educacional percebe que chegou a hora de ofertar os seus cursos também na modalidade virtual, uma série de medidas e adaptações precisa ser tomada. Entre os vários desafios, um deles está na capacitação dos professores, no sentido de prepará-los a tornarem-se aptos para se comunicar com este aluno que agora está presente virtualmente. No entanto, a realidade de muitas instituições é a oferta de cursos na modalidade a distância com os mesmos procedimentos do presencial, transpostos para um Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem (AVEA), sem adequá-los à natureza do modo de comunicação virtual.

A arte de se comunicar na Educação a Distância (EaD) envolve uma série de questões que precisam ser apreciadas a fim de que ocorra um diálogo contínuo entre todos os atores do processo de ensino e aprendizagem, em que o objetivo final realmente seja a aprendizagem do estudante por meio de uma mediação pedagógica que dê conta das mudanças de paradigmas que a educação on-line traz.

Em tempos de recessão econômica somadas com as mudanças tecnológicas, muitas profissões estão passando por um processo de se reinventar. Com os professores e instituições de ensino a transformação vem acontecendo dentro e fora da sala de aula. Isso não é diferente com os professores que ganharam mercado com a atividade de escrever materiais para a EaD. Mas nem sempre eles desenvolvem essa atividade de redigir materiais para a modalidade a distância levando em conta as concepções pedagógicas atuais, o conhecimento do seu público-alvo, as possibilidades de intersecção com as mídias e questões relativas à linguagem.

O dialogismo, por exemplo, é uma realidade em vários materiais didáticos de ensino presencial, no entanto, quando fala-se em EaD, esse caráter dialógico precisa ser intensificado, pois visa aproximar os que estão distantes fisicamente. É como se o professor/autor, fisicamente distante dos estudantes, pudesse estar presente, envolvido com a construção de um estilo conversacional.

A competência midiática implica não apenas nas práticas pedagógicas, estende-se para as práticas de gestão institucional. Além dos modos de comunicação faz-se necessário criar condições para o desenvolvimento de uma competência mediática que privilegie uma comunicação, que promova a interação efetiva entre estudantes e professor no Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem.

A concepção pedagógica precisa estar integrada com o processo metodológico, do contrário, pode-se estar utilizando a tecnologia mais avançada para se fazer o óbvio ou o tradicional. Como é, então, que os professores expressam sua presença pedagógica no diálogo on-line por meio dos recursos digitais? Quais são as condições, limites e possibilidades dos meios digitais? A tecnologia, enfim, veio para limitar ou para potencializar outras formas de trabalho pedagógico?

Cabe aos professores, às instituições de ensino e a todos os envolvidos no processo, inclusive os alunos, entender que a transposição de cursos da modalidade presencial para virtual necessita de determinadas competências comunicativas por meio do processo de letramento digital. Não se pode afirmar que, somente com a existência de um Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem já está assegurada a competência comunicacional para uma efetiva aprendizagem. Para que neste espaço haja cooperação, diálogo, interação faz-se necessário desenvolver uma determinada fluência comunicacional, de uma nova cultura, que vai além da inovação técnica.

Brisa Teixeira de Oliveira
Mestre em Educação UFSC (2015), na linha Educação e Comunicação, com pesquisa acadêmica sobre as mudanças comunicacionais em cursos que passaram da educação presencial para a Educação a Distância (EaD). Formada em Comunicação-Jornalismo, na PUC-PR, em 1997. Pós-graduada em Marketing (FAE), Jornalismo Digital (Universidade Autônoma de Barcelona) e Formação de Orientadores Acadêmicos em EaD (Uninter).