Posts in Educação a Distância

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É possível fazer uma faculdade gratuita a distância?

A formação acadêmica tornou-se muito mais fácil, desde que as universidades brasileiras disponibilizaram cursos de graduação a distância. Essa é a modalidade de educação que mais cresce no Brasil,segundo censo do Ministério da Educação (MEC). Os principais motivos são: mensalidades mais acessíveis, horários flexíveis e a possibilidade de estudar em qualquer lugar. O que muita gente não sabe é que existem muitas opções de concluir uma universidade nessa modalidade e gratuita.

Universidade Aberta do Brasil
Passar em uma universidade pública, até pouco tempo atrás, era privilégio de poucos. Com o projeto do MEC chamado Universidade Aberta do Brasil, a UAB, instituiu-se um sistema integrado por universidades públicas para atenderàs demandas locais por educação. São diversas universidade federais, estaduais ou municipais vinculadas à UAB. Entre elas: Universidade de Brasília, UFMG, UFOP, UERJ, UFRJ, UFPR, Federal de São Carlos.

Quem pode estudar na UAB?
Qualquer pessoa que concluiu a educação básica (Ensino Médio)e foi aprovado no processo seletivo, atendendo aos requisitos exigidos pela instituição pública vinculada ao Sistema Universidade Aberta do Brasil, pode estudar na UAB. No entanto, há uma abertura e divulgação maior para incentivar professores da Educação Básica, das redes estadual, federal ou municipal, a fazerem cursos licenciatura.

Qual curso posso fazer pela faculdade gratuita UAB?

São vários cursos ofertados pela faculdade gratuita UAB:

  • Bacharelados, Licenciaturas, Tecnólogo e Especializações;

  • Especializações do programa Mídias na Educação;

  • Graduação em Biblioteconomia;

  • Especializações para professores, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD/MEC);

  • Programa Nacional de Formação em Administração Pública – PNAP.

Como saber quais os cursos que estão com as inscrições abertas?
Recomenda-se acessar diretamente o site da universidade que oferece o curso de interesse e procurar ali as informações necessárias sobre vestibulares e processos seletivos.

Preciso fazer vestibular?
Sim. Como qualquer faculdade a distância é preciso fazer o vestibular. Cada instituição tem a sua forma de ingresso e recomenda-se acessar o site da instituição e procurar informar-se sobre datas, inscrição e modelo de provas.do vestibular e processos seletivos. Verifique também a possibilidade de usar a nota do ENEM.

*** Informações obtidas a partir do Portal da Capes

Fonte: Artigo de Brisa Teixeira, publicado no Portal da Futuro 

ARTIGO – Por uma nova comunicação na Educação a Distância

Brisa_perfilTexto: Brisa Teixeira de Oliveira (Artigo publicado no site da Futuro Eventos)
http://www.futuroeventos.com.br/noticias/integra.php?id=596

A revolução da informação e da comunicação está desafiando os métodos tradicionais de ensino. Quando uma instituição educacional percebe que chegou a hora de ofertar os seus cursos também na modalidade virtual, uma série de medidas e adaptações precisa ser tomada. Entre os vários desafios, um deles está na capacitação dos professores, no sentido de prepará-los a tornarem-se aptos para se comunicar com este aluno que agora está presente virtualmente. No entanto, a realidade de muitas instituições é a oferta de cursos na modalidade a distância com os mesmos procedimentos do presencial, transpostos para um Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem (AVEA), sem adequá-los à natureza do modo de comunicação virtual.

A arte de se comunicar na Educação a Distância (EaD) envolve uma série de questões que precisam ser apreciadas a fim de que ocorra um diálogo contínuo entre todos os atores do processo de ensino e aprendizagem, em que o objetivo final realmente seja a aprendizagem do estudante por meio de uma mediação pedagógica que dê conta das mudanças de paradigmas que a educação on-line traz.

Em tempos de recessão econômica somadas com as mudanças tecnológicas, muitas profissões estão passando por um processo de se reinventar. Com os professores e instituições de ensino a transformação vem acontecendo dentro e fora da sala de aula. Isso não é diferente com os professores que ganharam mercado com a atividade de escrever materiais para a EaD. Mas nem sempre eles desenvolvem essa atividade de redigir materiais para a modalidade a distância levando em conta as concepções pedagógicas atuais, o conhecimento do seu público-alvo, as possibilidades de intersecção com as mídias e questões relativas à linguagem.

O dialogismo, por exemplo, é uma realidade em vários materiais didáticos de ensino presencial, no entanto, quando fala-se em EaD, esse caráter dialógico precisa ser intensificado, pois visa aproximar os que estão distantes fisicamente. É como se o professor/autor, fisicamente distante dos estudantes, pudesse estar presente, envolvido com a construção de um estilo conversacional.

A competência midiática implica não apenas nas práticas pedagógicas, estende-se para as práticas de gestão institucional. Além dos modos de comunicação faz-se necessário criar condições para o desenvolvimento de uma competência mediática que privilegie uma comunicação, que promova a interação efetiva entre estudantes e professor no Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem.

A concepção pedagógica precisa estar integrada com o processo metodológico, do contrário, pode-se estar utilizando a tecnologia mais avançada para se fazer o óbvio ou o tradicional. Como é, então, que os professores expressam sua presença pedagógica no diálogo on-line por meio dos recursos digitais? Quais são as condições, limites e possibilidades dos meios digitais? A tecnologia, enfim, veio para limitar ou para potencializar outras formas de trabalho pedagógico?

Cabe aos professores, às instituições de ensino e a todos os envolvidos no processo, inclusive os alunos, entender que a transposição de cursos da modalidade presencial para virtual necessita de determinadas competências comunicativas por meio do processo de letramento digital. Não se pode afirmar que, somente com a existência de um Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem já está assegurada a competência comunicacional para uma efetiva aprendizagem. Para que neste espaço haja cooperação, diálogo, interação faz-se necessário desenvolver uma determinada fluência comunicacional, de uma nova cultura, que vai além da inovação técnica.

Brisa Teixeira de Oliveira
Mestre em Educação UFSC (2015), na linha Educação e Comunicação, com pesquisa acadêmica sobre as mudanças comunicacionais em cursos que passaram da educação presencial para a Educação a Distância (EaD). Formada em Comunicação-Jornalismo, na PUC-PR, em 1997. Pós-graduada em Marketing (FAE), Jornalismo Digital (Universidade Autônoma de Barcelona) e Formação de Orientadores Acadêmicos em EaD (Uninter).

Catraca Livre Educação – Curso Filosofia e Instituição Poética na Modernidade da USP

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A Univesp TV, o canal de comunicação da Universidade Virtual da USP, está disponibilizando gratuitamente o curso “Filosofia e Intuição Poética na Modernidade”  voltado e aberto a todos com formação superior em qualquer área do saber. São 08 videoaulas gratuitas, ministradas pelo docente Franklin Leopoldo e Silva, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Neste curso livre, o professor Franklin apresenta as ambiguidades da modernidade de acordo com algumas de suas principais representações filosóficas, em autores como Kant, Hegel e Marx.
Confira quais são as 8 videoaulas e bons estudos!
Aula 1: Iluminismo e a expectativa kantiana de emancipação – “Resposta à pergunta: o que é o Iluminismo?”.
Aula 2: Hegel e a razão dialética como justificação do drama histórico – Hegel, Baudelaire e Sartre.
Aula 3: Progresso e alienação: história e práxis em Marx – “Tudo o que é Sólido Desmancha no Ar”.
Aula 4: As ambiguidades da experiência moderna – Arte e poesia em um mundo sem ideal.
Aula 5: Poética da decepção: lírica e crítica em Baudelaire – O poeta vive a crise e a diferença.
Aula 6: Civilização e progresso: ambivalência da experiência poética em Baudelaire – A individualidade e singularidade do poeta.
Aula 7: O poeta e os paradoxos da encarnação subjetiva da história – É possível na modernidade encontrar-se como singular?
Aula 8: Baudelaire diante da modernidade: uma “transvaloração” poética? – Benjamin, Foucault e Baudelaire.
Fonte: Informações editadas a partir do Portal Canal de Ensino – jornalista Carolina Pignatari

Folha de São Paulo divulga dados equivocados sobre evasão da Educação a Distância

ABED

O editorial Educação Acelerada da Folha de São Paulo, publicada na última segunda-feira, 25/11, divulgou dados equivocados da evasão na Educação a Distância, apontando que hoje está em 80%. A Associação Brasileira de Educação a Distância – Abed – lamentou a publicação informando que os dados oficiais publicados pelo INEP/MEC, no Censo de Educação Superior, registra que a evasão nos cursos de Graduação na modalidade a distância foi de 17% de 2011 para 2012, e de 30%, comparando-se 2012 a 2013.
Segundo a Abed “não há nenhuma fonte oficial que aponte a evasão de 80% anunciada pelo editorialista, numa lamentável demonstração de desinformação e preconceito contra os mais de um milhão cento e cinquenta mil alunos matriculados em cursos de Graduação EAD [Educação a Distância] e milhares de profissionais que atuam com a modalidade, entre professores, tutores e equipes técnico-administrativas.”
Mesmo com a retificação da Abed, quem leu apenas a publicação no editorial da Folha de São Paulo levará como verdade a informação lida. Fica aí o alerta para o jornalista que faltou com a responsabilidade e não foi atrás de dados oficiais e o alerta para o leitor para que sempre pondere o que lê nas mídias. A leitura crítica das mídias deve ser diária. Fica a dica!
Confira a matéria completa “Resposta ABED ao Editorial Educação Acelerada da Folha de São Paulo”, publicada no site da Associação.

Catraca Livre – Semana D – O Design Transforma

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Hoje já é quinta-feira, dia 6 de novembro. Desde segunda está acontecendo a Semana D – O Design Transforma, festival nacional de design, em Curitiba, com uma série de atividades, a maioria gratuita e aberta ao público, e o blog Tic Tag ainda não falou sobre ela : ( . Isso sem contar que ontem dia 5 de novembro foi o dia do design. Então, como ainda temos quatro dias pela frente da Semana D está em tempo de divulgar e participar.
Nas três primeiras edições, de 2011 a 2013, ocorreram 61 palestras, sendo sete internacionais, 23 exposições, quatro lançamentos de livro, 13 workshops, 13 debates, sete oficinas, um encontro de designers e dois desfiles de moda. Isso sem falar na programação deste ano onde se vê profissionais de várias áreas fazendo a interlocação com os designers. Tudo isso nos faz pensar a importância que o design toma em nossa vida e que, muitas vezes, nem percebemos o profissional que está por trás.
Na educação, por exemplo, temos a figura importantíssima do designer instrucional, mais conhecido como DI, que atua principalmente nos cursos a distância. Eles é quem pensam em todo o desenho e concepção do curso, produzem conteúdos de cursos on-line, tudo de acordo com as situações específicas de cada oferta educacional. Junto com o DI temos o DG, design gráfico, que traz ordem estrutural e forma à informação impressa ou digital.
Pela programação da Semana D dá para ter uma ideia das outras áreas onde o designer atua. Saiba mais sobre o que aconteceu e o que vai acontecer no site oficial do evento http://www.semanad.com.br/programacao-oficial/
Hoje de manhã já foi intensa as atividades com workshops, fórum internacional e exposição fotográfica. E à tarde você pode acompanhar por aqui a programação.
HOJE NA SEMANA D – 06/11 (quinta-feira)
(clique no nome do evento para saber mais)
14 h
1º Fórum Colaborativo Academia e Mercado

Local: Espaço D+ | Museu Oscar Niemeyer
Entrada Franca
Workshop Macrotendências e seu impacto na Moda
Local: Espaço D+ | Museu Oscar Niemeyer
Valor: R$ 40
18 h
Como vender o seu projeto

Local: Espaço D+ | Museu Oscar Niemeyer
Entrada Franca
19 h
Bate papo AVEC: O Design e o Cinema: influências, aproximações e transformações

Local: Espaço D+ | Museu Oscar Niemeyer
Entrada Franca
Workshop Empreendedores Criativos
Local: Espaço D+ | Museu Oscar Niemeyer
Valor: R$ 120
Em Casa 3 por 3
Local: Galeria Teix
Entrada Franca
Design na Cidade: Cultura e Participação Cidadã
Local: Auditório da UTFPR – Av. Sete de Setembro, 3165 – Rebouças
Entrada Franca
20 h
Desafio Passarela Senai

Local: Auditório Museu Oscar Niemeyer
Entrada Franca
Lançamento livro: Borboletas Não Babam Letras, de Aluísio de Paula
Local: Espaço D+ | Museu Oscar Niemeyer
Entrada Franca
Workshop Como ser criativo online: Wix e o universo de design no Brasil
Local: Nex Coworking
Entrada Franca
Festa de Lançamento da Revista Deforma
Local: R. Conselheiro Dantas, 484 A, Rebouças – anexo ao PaneOlio Ristorante&Caffè
Entrada Franca
Informações: editadas do site oficial do evento Semana D

Graduandos de Jornalismo da Uninter cobriram os 4 dias do 20ºCIAED

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Ainda repercutindo o 20º CIAED, Congresso Internacional de Educação a Distância, promovido pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), em Curitiba, destaco no post de hoje o trabalho que realizei com a minha amiga Nivea Bona, coordenadora do curso de Jornalismo do Centro Universitário Uninter.
Nos 4 dias de evento (seis a nove de outubro), a pedido da ABED, coordenamos a cobertura do evento realizada por 15 alunos. Todos os dias, eles acompanharam as palestras, mesas-redondas, lançamento de livros e voltavam com seus textos para avaliarmos, corrigirmos e selecionar o material que seria rodado no mesmo dia seguinte e distribuído a todos os participantes.
Uma experiência que estreitou minha parceria com a Nivea, que foi quem me introduziu na Educação a Distância, quando me chamou para fazer tutoria das suas videoaulas na Uninter. A partir daí (acredito que foi em 2010) entrei de vez para esse mundo da educação online.
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Catraca Livre – Especialização na UFSC em Gênero e Diversidade na Escola

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O Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), da UFSC, está com inscrição abertas para o curso a distância de Especialização em Gênero e Diversidade na Escola, oferecido pelo Instituto de Estudos de Gênero (IEG). O curso é gratuito e por isso as vagas são limitadas em 25 com turmas em 9 polos: Braço do Norte, Concórdia, Florianópolis (duas turmas), Itapema, Laguna, Palmitos, Pouso Redondo e Praia Grande.
O curso é direcionado a profissionais da rede pública de Educação Básica, gestoras/es públicos atuando em políticas para mulheres e diversidade, membros de conselhos de direitos da mulher e de outras diversidades, lideranças de movimentos sócias, profissionais da educação básica que atuam no ensino privado e docentes do Ensino Superior.
Os estudantes terão conhecimentos acerca da promoção, do respeito e da valorização da diversidade étnico-racial, de orientação sexual, identidade de gênero e questões relativas à deficiência, colaborando para o enfrentamento da violência sexista, étnico-racial e homofóbica no âmbito das escolas.
As inscrições podem ser feitas pelo site do IEG até o dia 27 de novembro e o resultado do processo seletivo será divulgado no dia 28 de novembro. O curso inicia em fevereiro de 2015 e vai até dezembro de 2016, com carga horária de 420 horas, sendo oito horas por mês presenciais.
O Curso terá 13 disciplinas divididos em seis módulos (420 horas) com provas realizadas aos sábados, ao final de cada módulo.

Fonte: editado a partir do site do IEG http://ieg.ufsc.br/especializacaogde.php

Bem-vindo ao mundo da convergência

 

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Para a minha dissertação de mestrado li o livro de Henry Jenkins, Cultura da Convergência. Este não é o último livro de Jenkins, recentemente ele lançou Cultura da Conexão – Criando Valor por meio da Mídia Propagável (leia mais sobre ese livro aqui), escrito com Sam Ford e Joshua Green e que pretende ser outra referência no estudo das mídias. Em outro momento falarei mais sobre esse livro
Mas este post é mesmo para indicar e tornar ainda mais conhecido o livro Cultura da Convergência (Editora Aleph, 2009). Na minha dissertação, o livro está sendo importante para conceituar o termo narração transmidiática. O conceito criado por Jenkins surgiu a partir de um artigo em que ele mostrava que a criação de narrativas em diferentes plataformas criava um engajamento e fazia com que a história fosse muito mais interessante. Fazendo uma analogia com a educação, um curso na modalidade da Educação a Distância, por exemplo, além do Ambiente Virtual de Ensino a Aprendizagem, onde está o fórum, as teleaulas, chats etc, pode ter outros meios para se comunicar com os alunos, como uma página no Facebook, um blog, concursos culturais, encontros presenciais, entre outros.
Na sequência, compartilho com você a resenha do livro Cultura da Convergência que fiz para a disciplina de Produção Científica, onde estamos estudando como fazer uma resenha. Logo escolherei um livro lançado em 2013 ou este ano para tentar uma publicação. Boa leitura!
JENKINS, Henry, Cultura da Convergência. 2.ed. Trad. Susane Alexandria. São Paulo: Aleph, 2009. 428p.
Estamos preparados para a cultura da convergência?
Por Brisa Teixeira de Oliveira
A convergência vem proporcionando uma mudança cultural de consumo. A afirmação é de Henry Jenkins, autor do livro Cultura da Convergência. Para Jenkins, um fluxo intenso de conteúdos está distribuído em inúmeras e diferenciadas mídias e a mudança cultural está em buscar essas experiências midiáticas para saciar o desejo de consumo onde quer que ele esteja. Vive-se hoje a era das transformações; transformações que interferem na vida pessoal, social, laboral e cultural. O público-alvo deste livro, no entanto, são profissionais das mais diversas áreas interessados no impacto dessas mudanças no nosso cotidiano.
Professor de Ciências Humanas e fundador e diretor do programa de Estudos de Mídia Comparada do MIT – Massachusetts Institute of Technology, Jenkins acompanha de perto as modificações nos seriados televisivos, no cinema, na publicidade, nos games, na internet, na política e na cidadania. Experiência essa que se reflete em todos os capítulos do livro.
Este livro está dividido em seis capítulos. Na introdução, o autor analisa a convergência com as relações comunicativas. O autor analisa que nossos telefones celulares não são apenas aparelhos de telecomunicações; eles também permitem jogar, baixar informações da internet, tirar e enviar fotografias ou mensagens de texto. Cada vez mais, os aparelhos móveis estão permitindo assistir filmes, baixar capítulos de romances serializados ou comparecer a concertos e shows musicais em lugares remotos.
Do primeiro ao sexto capítulo, Jenkins baseia-se em programas de TV (como Survivor e American Idol), o cinema (por exemplo, Matrix e Guerra nas Estrelas) e até games (como The Sims) para explicar conceitos como inteligência coletiva, narrativa transmídia, economia afetiva, cultura participativa e cultura pública.
No primeiro capítulo, o autor, para conceituar o termo inteligência coletiva, examina a comunidade criada em torno do reality show americano Survivor. Analisa ele que o fluxo de informação que temos à nossa disposição existe porque temos pessoas colaborando com o que sabem. Não é uma informação transmitida por um, que detém um grande conhecimento, o que vale aqui é o pouco que cada um sabe, pois nenhum de nós sabe tudo. Este novo modo de disposição da informação aumenta as possibilidades de interatividade, tornando o consumidor cada vez mais produtor de conteúdo.
O conceito de economia afetiva é construído, no segundo capítulo, onde Jenkins focaliza American Idol, fenômeno da  Reality TV.  Jenkins faz uma analogia entre a compreensão do contexto em que a TV americana está operando e o comportamento do consumidor. Relacionamentos, memórias, fantasias e desejos fluem pelos canais de mídia, segundo o autor. “Às vezes, colocamos nossos filhos na cama à noite e outras vezes nos comunicamos com eles por mensagem instantânea, do outro lado do globo”.
No terceiro capítulo, Jenkins explica o conceito de narrativa transmidiática analisando o fenômeno Matrix. A primeira parte do termo, transmídia, se refere ao fato de ele necessariamente ocorrer em diferentes mídias, ou meios. Já a narrativa é a arte de contar histórias. A narrativa transmidiática tem por característica principal o fato de que cada plataforma oferece um conteúdo exclusivo que visa acrescentar informações a uma história principal.  O uso dessas diferentes mídias tem sido cada vez mais intenso numa tentativa de engajar e envolver os usuários/consumidores.
O quarto capítulo é reservado para entender o engajamento da cultura participativa. Para isso, o autor utiliza-se do exemplo da série Guerra nas Estrelas, por meio da relação dos fãs. A mídia para Jenkins incentiva a transformação cultural, pois ela está embasada numa cultura de consumo como nunca antes vista pela disposição desses produtos. Isso nos faz refletir sobre as principais transformações no cenário de consumo midiático.
No quinto capítulo, tem-se a definição de política da participação, a qual pode ser entendida a partir do conflito entre os fãs de Harry Potter, a Warner Bros – estúdio que comprou os direitos do  livro – e grupos conservadores. Para Jenkins temos uma revolução do conhecimento causadas pela convergência midiática. Mas essa revolução com base na circulação de conteúdos só fará sentido se houver a participação ativa dos consumidores.
Por fim, o sexto e último capítulo é para analisar as questões referentes à cultura pública. Para isso, o autor nos remete ao ano de 2004, quando ocorreu a disputa presidencial americana, fato esse que mostrou a força de uma população engajada na esfera política por meio das redes sociais. Sem uma participação ativa dos consumidores, segundo Jenkins, os conteúdos não terão impacto no poder que tem de transmissão. Se há consumo, diz ele, é porque há o interesse de uma população que busca informação e entretenimento nas mais diversas mídias existentes.
O livro faz o leitor pensar que cada vez mais encontramos tecnologias avançadas, mas conclui-se que não é por meio delas que ocorre a convergência. A convergência não se dá nas coisas, mas nas pessoas que a consomem.  É um processo ao mesmo tempo coletivo e individual porque vai sendo construído pelos indivíduos.
Outra análise de Jenkins é que a mesma informação encontra-se hoje não em um conteúdo apenas, mas em vários. Assim como temos uma diversidade de pessoas com gostos e experiências diferentes, cada uma delas tem por hábito procurar a informação onde mais se sente à vontade, onde mais se encontra disponível e onde mais sente confiança.
São tantas mudanças que é admissível que não estejamos prontos para atuar neste meio. Cada um a seu modo já atua, mas muitos se perdem tamanha a complexidade que está ali inserida. Quem dita a regra, agora, somos nós, o controle e o acesso à participação somos nós que determinamos. Tudo está ao alcance de todos seja a mídia tradicional, convencional ou alternativa. E acima de tudo está o poder do usuário em colaborar neste ciberespaço e contribuir com a inteligência coletiva. Sem o usuário participando, a cultura da convergência não tem razão de existir e de evoluir.

ABED lança processo de autoavaliação de instituições de EaD

 

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Durante o 20º CIAED – Congresso Internacional de Educação a Distância, realizado semana passada pela Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED) ocorreu o lançamento do processo de autoavaliação institucional elaborado pelos profissionais do Centro Universitário Uninter, a pedido da ABED.
Serão critérios mais exigentes do que o sistema de avaliação utilizado pelo Ministério da Educação para que tais instituições possam detectar pontos fracos de suas operações e concertar essas falhas sem a interferência de agências externas. “Consideramos esse processo mais pedagógico e apropriado para concertar as falhas de um programa de EaD”, disse o presidente da ABED, Fredric Michael Litto.

20º CIAED refletiu crescimento e amadurecimento da EaD

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A diversidade e aprofundamento dos assuntos relacionados à Educação a Distância marcaram a 20ª edição do Congresso Internacional da ABED (20º CIAED), que reuniu de 6 a 9 de outubro mais de dois mil participantes entre professores, acadêmicos, palestrantes do Brasil e do exterior, prestadores de serviço e expositores.  “A riqueza dos temas e a qualidade dos trabalhos científicos, palestras e mesas-redondas são reflexos do crescimento e amadurecimento da Educação a Distância no Brasil e no mundo”, disse o presidente da ABED, Fredric Michael Litto.
Para ele é visível os avanços do setor e o aprofundamento de áreas específicas como gestão, avaliação, aprendizagem independente, entre outros. “Essa congregação de pessoas que debateram durante quatro dias os mais variados temas relacionados à educação a distância permite a conexão de conhecimento de especialistas no assunto espalhados por todo o Brasil e no mundo”.
A professora Araci Hack Catapan (UFSC), que estuda a EaD há 20 anos, lembra da primeira vez que participou do Congresso da ABED, em 1999, quando apresentou um trabalho científico. A partir daquele ano, esteve presente em  praticamente todos as edições do CIAED. Na edição deste ano, Araci esteve no evento apresentando um minicurso e duas mesas-redondas tratando dos temas gestão e docência. “A troca de experiência é muito enriquecedora e produtiva”.
Já para a pedagoga Liliane Abany (UFTM) representante da etnia Xavante, assistiu palestras e minicurso direcionados às áreas de tecnologia e redes sociais. “Com certeza vou aplicar em sala de aula os conhecimento aqui adquiridos”, disse.
Expositores também elogiaram o evento. Alexandre Ponzetto, da Unip, um dos patrocinadores, destacou como positiva a presença da instituição no Congresso. “Foi possível realizar muitos contatos e estar por dentro das tendências e projeções da EaD”.

Texto: Brisa Teixeira (escrito para o Diário da Uninter durante o 20º CIAED)