Posts written by Brisa Teixeira de Oliveira

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É possível fazer uma faculdade gratuita a distância?

A formação acadêmica tornou-se muito mais fácil, desde que as universidades brasileiras disponibilizaram cursos de graduação a distância. Essa é a modalidade de educação que mais cresce no Brasil,segundo censo do Ministério da Educação (MEC). Os principais motivos são: mensalidades mais acessíveis, horários flexíveis e a possibilidade de estudar em qualquer lugar. O que muita gente não sabe é que existem muitas opções de concluir uma universidade nessa modalidade e gratuita.

Universidade Aberta do Brasil
Passar em uma universidade pública, até pouco tempo atrás, era privilégio de poucos. Com o projeto do MEC chamado Universidade Aberta do Brasil, a UAB, instituiu-se um sistema integrado por universidades públicas para atenderàs demandas locais por educação. São diversas universidade federais, estaduais ou municipais vinculadas à UAB. Entre elas: Universidade de Brasília, UFMG, UFOP, UERJ, UFRJ, UFPR, Federal de São Carlos.

Quem pode estudar na UAB?
Qualquer pessoa que concluiu a educação básica (Ensino Médio)e foi aprovado no processo seletivo, atendendo aos requisitos exigidos pela instituição pública vinculada ao Sistema Universidade Aberta do Brasil, pode estudar na UAB. No entanto, há uma abertura e divulgação maior para incentivar professores da Educação Básica, das redes estadual, federal ou municipal, a fazerem cursos licenciatura.

Qual curso posso fazer pela faculdade gratuita UAB?

São vários cursos ofertados pela faculdade gratuita UAB:

  • Bacharelados, Licenciaturas, Tecnólogo e Especializações;

  • Especializações do programa Mídias na Educação;

  • Graduação em Biblioteconomia;

  • Especializações para professores, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD/MEC);

  • Programa Nacional de Formação em Administração Pública – PNAP.

Como saber quais os cursos que estão com as inscrições abertas?
Recomenda-se acessar diretamente o site da universidade que oferece o curso de interesse e procurar ali as informações necessárias sobre vestibulares e processos seletivos.

Preciso fazer vestibular?
Sim. Como qualquer faculdade a distância é preciso fazer o vestibular. Cada instituição tem a sua forma de ingresso e recomenda-se acessar o site da instituição e procurar informar-se sobre datas, inscrição e modelo de provas.do vestibular e processos seletivos. Verifique também a possibilidade de usar a nota do ENEM.

*** Informações obtidas a partir do Portal da Capes

Fonte: Artigo de Brisa Teixeira, publicado no Portal da Futuro 

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Políticas públicas e escolas inclusivas: um longo caminho ainda a ser trilhado

Estamos muito longe de sermos considerados um país que respeita a inclusão e dá condições mínimas para os excluídos terem acesso ao bem precioso, que é a educação. Nos últimos anos, ações isoladas de educadores e de pais têm promovido e implementado a inclusão, nas escolas, de pessoas com algum tipo de deficiência ou necessidade especial, visando resgatar o respeito humano e a dignidade, no sentido de possibilitar o pleno desenvolvimento e o acesso a todos os recursos da sociedade por parte desse segmento.

Movimentos nacionais e internacionais têm buscado o consenso para a formatação de uma política de integração e de educação inclusiva.  A luta pela igualdade tem a sua origem, em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ela assegura o direito de todos à educação. Muitos anos depois, em 1990, outra conquista foi a Conferência Mundial de Educação para Todos, que aconteceu na Tailândia. O principal objetivo foi examinar e enfrentar o desafio da exclusão escolar de milhares de alunos.

A consolidação veio com a Declaração de Salamanca, em 1994, durante a Conferência Mundial de Educação Especial, que contou com a participação de 88 países e 25 organizações internacionais, em assembleia geral. Este evento teve como culminância a “Declaração de Salamanca”. Transcrevo aqui algumas reflexões:

Nós congregamos todos os governos e demandamos que eles:

– atribuam a mais alta prioridade política e financeira ao aprimoramento de seus sistemas educacionais no sentido de se tornarem aptos a incluírem todas as crianças, independentemente de suas diferenças ou dificuldades individuais;

– adotem o princípio de educação inclusiva em forma de lei ou de política, matriculando todas as crianças em escolas regulares, a menos que existam fortes razões para agir de outra forma;

– desenvolvam projetos de demonstração e encorajem intercâmbios em países que possuam experiências de escolarização inclusiva;

– estabeleçam mecanismos participatórios e descentralizados para planejamento, revisão e avaliação de provisão educacional para crianças e adultos com necessidades educacionais especiais;

– encorajem e facilitem a participação de pais, comunidades e organizações de pessoas portadoras de deficiências nos processos de planejamento e tomada de decisão concernentes à provisão de serviços para necessidades educacionais especiais;

– invistam maiores esforços em estratégias de identificação e intervenção precoces, bem como nos aspectos vocacionais da educação inclusiva;

– garantam que, no contexto de uma mudança sistêmica, programas de treinamento de professores, tanto em serviço como durante a formação, incluam a provisão de educação especial dentro das escolas inclusivas.

Em vista de todas essas questões, percebemos que a inclusão escolar teve um fortalecimento com a Declaração de Salamanca, mas os problemas ainda continuam. Só poderemos considerar que a sociedade em que vivemos é inclusa, quando efetivamente tivermos a inclusão nos espaços escolares, no trabalho, no lazer, nos serviços de saúde, na mídia, entre tantos outros espaços.  Nesse processo de inclusão, teremos que exigir cada vez mais que a sociedade se adapte aos menos favorecidos, em um tratamento de igualdade de oportunidades.

Fonte: Com informações adaptadas do artigo “Portadores de deficiência: a questão da inclusão social”, de Maria Regina Cazzaniga Maciel, publicado na Revista São Paulo em Perspectiva.

Fonte: Artigo publicado no Portal de Notícias da Futuro Eventos 

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6 vantagens de fazer um doutorado profissional

Uma boa notícia para quem que se aperfeiçoar profissionalmente, realizando um doutorado. É isso mesmo, até então só existia o mestrado profissional, mas no dia 24 de fevereiro, o Ministério da Educação anunciou, a adoção da modalidade de doutorado profissional, no âmbito da pós-graduação stricto sensu.

O mestrado profissional existe desde o início na década de 1990 e hoje conta com 718 cursos em funcionamento. Com a possibilidade do doutorado profissional, mais profissionais estarão ampliando os seus conhecimentos e estudos para atuar no mercado de trabalho. Isso trará uma maior qualificação de profissionais para atender as demandas sociais, promover o desenvolvimento nacional, a inovação e aumentar a produtividade em organizações públicas e privadas.

Titulação – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) terá o prazo de 180 dias para regulamentar a oferta, avaliação e o acompanhamento dos programas de mestrado e doutorado profissional.

Agora que você já sabe que é possível ter a titulação de doutorado profissional, enumeramos as vantagens dessa titulação para o seu aperfeiçoamento profissional:

1) A universidade é uma fonte de inovações – A universidade é uma grande fonte de saber e é lá que encontremos a fonte de inovações nas mais diversas áreas. Isso permite o acesso a diversos conhecimentos e tecnologias de última geração em seu campo de estudo.

2) Vantagem competitiva – Escutamos muito que não é preciso titulação para conseguir entrar no mercado de trabalho. Isso pode ser uma verdade, mas quem tem titulação e conhecimentos agregados e atualizados têm as portas abertas para as melhores vagas no mercado de trabalho. O conhecimento adquirido garantirá uma grande vantagem competitiva em relação aqueles que não buscaram qualificação.

3) Reconhecimento profissional – Um doutorado não é apenas uma titulação. Ele lhe dá chances de ser reconhecido e respeitado no ambiente profissional.  Os artigos científicos publicados e a participação em congressos, muitos deles internacionais, lhe darão a oportunidade de estar em contato com outros profissionais, que estarão divulgando inovações e compartilhando informações atualizadas e de alto nível na sua área de atuação.

4) Inserção de novas técnicas e tecnologias – A empresa que você trabalha pode estar saturada e repetindo velhas fórmulas de execução. Nesse processo, você pode ser o protagonista de uma nova maneira de pensar e executar processos, trazendo novidades para a gestão do dia a dia da sua empresa.

5) Desenvolvimento do pensamento crítico – Estar em contato com o meio acadêmico pode ajudar você a desenvolver um senso crítico em relação ao seu trabalho, sua profissão e a toda uma área de conhecimento. O saber acadêmico frequentemente nos dá uma visão mais “macro” das coisas, que extrapola as informações com as quais lidamos no trabalho cotidiano.

6) Possibilidade de ser um palestrante e de dar aulas – Pessoas ávidas por informação e conhecimento querem aprender com pessoas qualificadas. A titulação agrega muito ao profissional que quer ampliar a sua atuação profissional, seja como palestrante ou como professor em universidades. Isso sem contar que com um título de doutor, você será bem remunerado seja para dar aulas ou para palestrar em congressos de alta qualidade.

Fonte: Material publicado no site da Futuro Eventos

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Pessoas bem-sucedidas não são mais as workaholics

Achávamos que a tecnologia supostamente diminuiria a quantidade de trabalho. Ledo engano! Hoje sabemos que ela é uma das grandes vilãs do mundo workaholic. Como a nossa vida era boa (e não sabíamos) quando o expediente terminava às 18 horas. Hoje, a jornada de trabalho continua mesmo depois que abandonamos o ambiente físico do trabalho. E para quem trabalha home office, apesar de uma maior liberdade de administrar o tempo, é raro encontrar pessoas que conseguem trabalhar apenas 8 horas por dia. A tecnologia, definitivamente, veio para roubar o nosso tempo, aquele que tanto almejamos para desfrutar do ócio.

A compulsão pelo trabalho, o impulso e o vício pela conecção 24 horas por dia, respondendo whatsApp de cliente às 11 horas da noite têm nos tornado workaholics, que há muito tempo já deixou de ser sinônimo de pessoa bem-sucedida. O bem-sucedido hoje é aquele que consegue ter sucesso profissional atrelado a uma vida social que dá espaço para o convício entre os amigos e a família.

Antes de listar os dez sinais para você detectar se é um workaholic, vamos à definição: o workaholic é aquele viciado, não apenas no trabalho, mas também nas conquistas e realizações profissionais, colocando o trabalho acima da família, vida social, do lazer e até mesmo da saúde. De um primeiro momento, podemos nos enganar e falar que são pessoas que possuem qualidade de vida, pois ganham bem, frequentam bons restaurantes e estão sempre viajando (geralmente a trabalho), mas a que preço?

Confira os 10 sinais de um workaholic e faça o seu diagnóstico:

1) Expediente – Se trabalha em uma empresa é o primeiro a chegar, e o último a sair… Se trabalha home office, o horário comercial não é o limite. Ele se orgulha em falar que trabalha mais de 8 horas por dia, não se importando com o ritmo do trabalho.

2) Férias? – Já não lembra mais o que é isso. Quando tira uns dias de descanso, sente falta do trabalho.

3) Conectado 24 horas por dia – Fica apavorado quando acaba a bateria do celular. Responde mensagens do seu chefe ou cliente no mesmo segundo que elas são enviadas, sem se importar se já são mais de dez horas da noite.

4) Insônia – Não consegue ter um sono profundo e tranquilo. Sonha constantemente com o trabalho e geralmente têm insônia. Mesmo assim sente-se disposto o dia todo.

5) Alimentação – Não tem horários pré-definidos. Se conseguiu almoçar, tudo bem; mas se não deu tempo, tudo bem também. O importante é aproveitar que o trabalho está rendendo.

6) Estabilidade – Se preocupa muito com a estabilidade, fica apavorado de arriscar em um novo negócio, pois morre de medo de começar do zero ou ficar sem trabalho.

7) Lazer – Você está com saldo positivo no banco com condições de fazer uma viagem bacana com a família ou com os amigos, mas não tem tempo de curtir. Sua vida é muito ocupada e quando sobre um tempinho, prefere não sair de casa.

8) Vida social – Você passa a sair mais com os colegas de trabalho do que com seus verdadeiros amigos.

9) Obcecado – Seu nome é trabalho. Trabalha quando está tomando banho, no carro, nas reuniões familiares. É o trabalho que move a sua vida e tudo o que faz está atrelado a ele. Ter um hobby é perda tempo. Tempo é dinheiro!

10) Quem eu? – O workaholic não assume que é viciado no seu trabalho. Se antes era uma vantagem ser um deles, hoje é motivo de pessoas que não sabem administrar o seu tempo e não estão pensando na sua qualidade de vida.

E você? É um workaholic? Qual o seu diagnóstico? Se a sua vida corresponde a pelo menos metade desses dez sinais, acione o botão de alerta. Viva mais e trabalhe menos. Seu corpo e a sua família agradecem!

Fonte: Artigo publicado no Portal da Futuro Eventos.

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O que é qualidade de vida?

Essa pergunta: “O que é qualidade de vida?” não é tão simples assim de ser respondida, uma vez que ela varia conforme a maneira que cada pessoa escolhe para viver bem. Para uns está associado ao dinheiro, para outros é o sucesso profissional, status; pode estar vinculado a uma vida mais simples: menos dinheiro e mais tempo para a família, e por aí vai. Portanto, qualidade de vida é uma opção pessoal.

Quando fui morar em Florianópolis para fazer o mestrado consegui uma bolsa de estudos. Dividia o aluguel da casa que morava com mais uma estudante, morava 15 minutos da praia e durante dois anos só estudei e fazia uns freelas de revisão de materiais didáticos para aumentar um pouco a renda. Para mim aquilo era qualidade de vida. Para o meu estilo e propósito de vida, naqueles dois anos e meio, o dinheiro não me importava tanto, priorizei uma vida menos estressante, porém pagando o preço de ganhar menos para viver mais.

Para outras pessoas, qualidade de vida é ser concursado, a certeza que você nunca será mandado embora do seu emprego, ter um emprego fixo, carteira assinada, férias garantidas todo ano, viajar para o exterior e por aí vai. Então, não podemos julgar a vida dos outros. Cada um decide como quer levar a sua vida. Por esse motivo qualidade de vida tem a ver com escolhas de bem-estar, ter consciência da decisão que toma e, simplesmente, tocar a vida sem prejudicar ninguém. Por isso, não há uma definição qualidade de vida, pois não se pode generalizar e padronizar.

O autoconhecimento é muito importante na hora de você decidir que vida você quer ter para adquirir a qualidade desejada. Eu elenco três atividades, que servem para mim. E lanço o desafio para você elencar quais são as suas!

Praticar uma atividade física – Uma das coisas que mais prezo para ter qualidade de vida é praticar uma atividade física A meta: correr pelo menos duas vezes por semana, em um parque ou local a céu aberto; aula de zumba 3 vezes por semana e que eu não precise sair de casa (onde moro as aulas acontecem na quadra de esportes do condomínio) e, se sobrar tempo, para ficar perfeito, nadar um dia da semana que seja. Pergunte a um sedentário, que odeia praticar exercício físico, se isso é sinônimo de qualidade de vida. Nem precisa me responder o que ele vai dizer.

Ter um hobby – Ter um hobby é possível que seja unânime para quem busca qualidade de vida. Dar vazão a essas atividades faz bem para sua saúde física e mental. Meus hobbys são fazer aula de canto, de violão, aprender Libras e nunca parar de estudar. Acredite, tem quem goste e eu sou uma delas. Mas se a pessoa é movida pelo status e pelo dinheiro para se ter uma boa qualidade de vida para ela e sua família, provavelmente não terá tempo, cabeça e muito menos o autoconhecimento necessário para saber que hobby gostaria de fazer.

Viajar para o exterior – A busca por qualidade de vida tem feito com que as pessoas busquem cada vez mais viajar. Há pessoas que guardam dinheiro o ano inteiro ou parcelam em diversas vezes a viagem para ficar um mês, 15 dias ou até mesmo apenas uma semana para conhecer hábitos diferentes dos seus, desfrutar de uma gastronomia diferente, fazer novas amizades, se comunicar em outros idiomas. Para uns, viajar com uma mochila nas costas pode ser um projeto de viagem ideal, já outros não largariam mão do conforto. E, se ir mais a fundo, pensando na diversidade de pessoas com gostos diferenciados, tem quem acha – e eu conheço pessoas assim –, que preferem não ter que economizar o ano inteiro para ter a possibilidade de fazer uma grande viagem. Para essas pessoas, qualidade de vida é ter dinheiro para o seu dia a dia, sem se preocupar com a conta bancária.

E você? Já pensou qual estilo de vida se aproxima mais ao seu modo de ser e de estar para ter uma qualidade de vida?

Fonte: Brisa Teixeira, texto publicado no portal da Futuro Eventos – http://www.futuroeventos.com.br/conteudo-blog/qualidade-de-vida-e-saude/o-que-e-qualidade-de-vida

 

Fim da Gazeta do Povo?

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Matéria minha publicada na Gazeta, dia 11.05.2011, como enviada especial para a cobertura da Feira Educar, em São Paulo.

Há anos escuto essa pergunta: Será que o jornal impresso vai acabar? A resposta sempre era um “não”, mas com o tempo ficava mais evidente o “sim”. Meu TCC da graduação em Jornalismo na PUC, de 1997, era algo assim: Como o jornalismo digital da Gazeta do Povo está mudando a cara do Jornal Imprenso. Eu era estagiária na Gazeta, na época, fazendo matérias para o Jornal de Bairros. Na mesma sala, a equipe – liderada pelo jornalista Arnaldo Alves da Cruz – estava implantando o digital no jornal. Agora a notícia do fim do impresso…

Também me aproximei muito da equipe do Instituto GRPCOM, quando escrevi com eles o livro: “Leitura: o mundo além das palavras” em que conheci de perto a experiência de dez professoras do Projeto Ler e Pensar, que recebem o jornal Gazeta do Povo, em sala de aula para utilizá-lo como recurso de aprendizagem. E mais um vez em um trabalho acadêmico, desta vez, no Mestrado em Educação, escolhi como tema da minha dissertação falar dos cursos de formação do Ler e Pensar. Enfim, é uma paixão pelo Grupo, que começou na faculdade, em 1994, continuou, mesmo com a minha saída de lá, no ano 2000 e depois como freelancer, fazendo os guias de pós-graduação e como enviada especial na Feira Educar, em SP, em várias oportunidades.

Fico triste com essa notícia já prevista, mas que achava que com a Gazeta não iria acontecer. Às vezes penso que essa história ainda vai se reverter e o impresso ainda vai continuar. Mas não tem como negar que é esse o destino de muitos, se não, todos os jornais. Quero poder comprar a última edição, acho que gosto de sentir essa melancolia… um dia a última edição impressa com tom de despedida será um relíquia que terei em casa.

Só tenho que agradecer os momentos que passei lá, foi na Gazeta que estagiei os 4 anos de faculdade. Era o meu sonho de universitária fazer parte daquela equipe e consegui! Foi lá que comecei a minha caminhada de jornalista, em grande estilo, com o desafio de modernizar a Gazetinha. Como eu era corajosa e apaixonada naquela época!!! Sem contar as grandes amizades que fiz e que perduram até hoje. Agora, é aguardar as próximas notícias…

O que já saiu sobre o assunto:

O fim da Gazeta do Povo 2.

 

ARTIGO – Por uma nova comunicação na Educação a Distância

Brisa_perfilTexto: Brisa Teixeira de Oliveira (Artigo publicado no site da Futuro Eventos)
http://www.futuroeventos.com.br/noticias/integra.php?id=596

A revolução da informação e da comunicação está desafiando os métodos tradicionais de ensino. Quando uma instituição educacional percebe que chegou a hora de ofertar os seus cursos também na modalidade virtual, uma série de medidas e adaptações precisa ser tomada. Entre os vários desafios, um deles está na capacitação dos professores, no sentido de prepará-los a tornarem-se aptos para se comunicar com este aluno que agora está presente virtualmente. No entanto, a realidade de muitas instituições é a oferta de cursos na modalidade a distância com os mesmos procedimentos do presencial, transpostos para um Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem (AVEA), sem adequá-los à natureza do modo de comunicação virtual.

A arte de se comunicar na Educação a Distância (EaD) envolve uma série de questões que precisam ser apreciadas a fim de que ocorra um diálogo contínuo entre todos os atores do processo de ensino e aprendizagem, em que o objetivo final realmente seja a aprendizagem do estudante por meio de uma mediação pedagógica que dê conta das mudanças de paradigmas que a educação on-line traz.

Em tempos de recessão econômica somadas com as mudanças tecnológicas, muitas profissões estão passando por um processo de se reinventar. Com os professores e instituições de ensino a transformação vem acontecendo dentro e fora da sala de aula. Isso não é diferente com os professores que ganharam mercado com a atividade de escrever materiais para a EaD. Mas nem sempre eles desenvolvem essa atividade de redigir materiais para a modalidade a distância levando em conta as concepções pedagógicas atuais, o conhecimento do seu público-alvo, as possibilidades de intersecção com as mídias e questões relativas à linguagem.

O dialogismo, por exemplo, é uma realidade em vários materiais didáticos de ensino presencial, no entanto, quando fala-se em EaD, esse caráter dialógico precisa ser intensificado, pois visa aproximar os que estão distantes fisicamente. É como se o professor/autor, fisicamente distante dos estudantes, pudesse estar presente, envolvido com a construção de um estilo conversacional.

A competência midiática implica não apenas nas práticas pedagógicas, estende-se para as práticas de gestão institucional. Além dos modos de comunicação faz-se necessário criar condições para o desenvolvimento de uma competência mediática que privilegie uma comunicação, que promova a interação efetiva entre estudantes e professor no Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem.

A concepção pedagógica precisa estar integrada com o processo metodológico, do contrário, pode-se estar utilizando a tecnologia mais avançada para se fazer o óbvio ou o tradicional. Como é, então, que os professores expressam sua presença pedagógica no diálogo on-line por meio dos recursos digitais? Quais são as condições, limites e possibilidades dos meios digitais? A tecnologia, enfim, veio para limitar ou para potencializar outras formas de trabalho pedagógico?

Cabe aos professores, às instituições de ensino e a todos os envolvidos no processo, inclusive os alunos, entender que a transposição de cursos da modalidade presencial para virtual necessita de determinadas competências comunicativas por meio do processo de letramento digital. Não se pode afirmar que, somente com a existência de um Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem já está assegurada a competência comunicacional para uma efetiva aprendizagem. Para que neste espaço haja cooperação, diálogo, interação faz-se necessário desenvolver uma determinada fluência comunicacional, de uma nova cultura, que vai além da inovação técnica.

Brisa Teixeira de Oliveira
Mestre em Educação UFSC (2015), na linha Educação e Comunicação, com pesquisa acadêmica sobre as mudanças comunicacionais em cursos que passaram da educação presencial para a Educação a Distância (EaD). Formada em Comunicação-Jornalismo, na PUC-PR, em 1997. Pós-graduada em Marketing (FAE), Jornalismo Digital (Universidade Autônoma de Barcelona) e Formação de Orientadores Acadêmicos em EaD (Uninter).

Case de insucesso: Dafiti se explica ao vender camiseta que exemplifica como pleonasmo “mulher burra”

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O que leva uma empresa a aprovar um produto de conteúdo ofensivo, ainda mais quando este público atingido são as mulheres. A loja de moda online Dafiti disponibilizou a venda de uma camiseta que estampava como exemplo de pleonasmo as palavras “mulher burra”. É possível imaginar que foi aprovada uma camiseta com essa ofensa? O produto vem acompanhado de outros pleonasmos reais: “subir para cima”, “descer para baixo” e “hemorragia de sangue”.

Após reclamações de repúdio nas redes sociais, a Dafiti retirou o item, neste domingo, disponibilizado no site da empresa por R$49,90. Em um dos tuites dizia: “Acredito que ‘burra’ é uma loja que aceita ofender o publico que mais gera lucro a ela”.

A direção da Dafiti fez uma nota de desculpas, lamentando e esclarecendo o ocorrido: 

dafiti_2_nota“A Dafiti lamenta o ocorrido e esclarece que não compartilha a mensagem expressa no produto em questão e repudia qualquer tipo de manifestação de preconceito e discriminação.

O produto foi disponibilizado para venda há dois dias por um de nossos parceiros de marketplace. Tão logo tomamos conhecimento, descredenciamos a marca e seus produtos, que não tiveram nenhuma unidade vendida. Além disso, já iniciamos a reavaliação de todo nosso portfólio para que isso não se repita.

Somos uma empresa comprometida em oferecer a melhor experiência de compra online, por meio de marcas e serviços que promovam o acesso a moda a todos os consumidores. Acima de tudo, apoiamos a igualdade de gênero e a diversidade.

Pedimos desculpas a todas nossas clientes.”

CLIQUE AQUI – Conheça outras propagandas machistas e racistas

 

 

 

Livro “Mídia e Escola”, do professor Everton Renaud, será lançado, em Curitiba, dia 24

Com prefácio de Guillermo Orozco Gómez, livro evidencia o telejornal como agente estratégico, no processo de estudo de recepção

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O livro “Mídia e Escola – um estudo de recepção de reportagens de telejornal em sala de aula”, do professor e filósofo Everton Renaud (Editora Appris) será lançado no próximo dia 24, às 19h, nas Livrarias Cultura, do Shopping Curitiba. A obra, direcionada para pesquisadores, professores e estudantes de educação e comunicação, traz reflexões fundamentadas para compreender e explicar o processo de recepção mediática pela ação pedagógica do professor.

“Que implicações existem em introduzir deliberadamente na sala de aula um produto popular de um meio de comunicação de massa?”, pergunta levantada no prefácio do livro, por Guillermo Orozco Gómez, é respondida, ao longo do livro, por Renaud, que teve como base os estudos da sua dissertação de mestrado em Educação pela UFPR, na linha de pesquisa Cultura, Escola e Ensino.

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Qual o principal desafio em atuar como professor de Comunicação hoje?

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O Portal IMPRENSA divulgou os finalistas do Professor IMPRENSA, projeto que reconhece os docentes de Comunicação mais inspiradores do Brasil e que conta com o apoio da Jeduca – Associação dos Jornalistas de Educação, que vem desenvolvendo um trabalho muito bacana de unir forças para uma melhor reportagem nos meios de educação, sem parcialidade e responsabilidade.
Os 26 professores finalistas, das cinco regiões do Brasil, foram convidados pela IMPRENSA para um debate online sobre a seguinte questão: Qual o principal desafio em atuar como professor de Comunicação hoje?
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