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“As dimensões do aprender em tempos de redes sociais” foi o tema do 1º Encontro Regional de Psicopedagogia da Associação Brasileira de Psicopedagogia – ABPp-PR. Estive lá, no dia 8 de outubro, acompanhando o evento rodeada de psicopedagogos interessados pelo tema, que segundo a presidente da ABPp-PR, Loriane de Fátima Ferreira, foi pensado devido às demandas sociais da atualidade.
Percebeu-se na fala de todos os palestrantes uma necessidade de entender e acompanhar o aluno, no que tange a tecnologia e a aprendizagem. Também foram levantadas algumas perguntas – ainda sem respostas – como: “O que é que precisa ser partilhado?”, “De que modo eu devo atuar?”. Outra indagação, esta dita pela psicopedagoga Isabel Parolin para fazer o público refletir: “Como é que eu vou ler esse ser humano que conhece mais do que eu e sabendo que ele precisa de mim?”.
Reflexões como essas fizeram os profissionais de educação presentes pensarem na sua atuação profissional e no aluno em sala de aula. Senti falta do tema do evento estar mais presente na fala de alguns palestrantes, mas entende-se a complexidade que permeia, na atualidade, os processos pedagógicos e a sua integração com a tecnologias e as mídias digitais.
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Destaco as palestras do professor Ricardo Antunes de Sá, Doutor em Educação e que desenvolve estudos na área da formação e atuação de professores. Ele focou nessa complexidade, na tentativa do pedagogo de dialogar com as mídias, da dificuldade dos pedagogos de compreender o conceito de tecnologia, de querer saber qual o olhar da criança em relação à cultura digital e qual deve ser a percepção que esses nativos digitais estão tendo em relação aos processos de ensinar e aprender.
Para ele é preciso compreender e integrar os processos pedagógicos colaborativos em rede, aprofundar os estudos sobre os processos de letramento digital, reconhecer o processo de convergência das mídias digitais e aprender as suas respectivas linguagens, códigos e símbolos e, por fim, fomentar a produção e distribuição de conteúdos digitais na escola.
Aprendi muito também com outros palestrantes como o Gerson Witte, especialista em arte educação, e que vem desenvolvendo um trabalho de destaque com a Geração Z. O trabalho dele merece um post exclusivo, que logo trarei aqui no blog. Segundo ele estamos vivendo uma transição muito grande e todos nós nos sentimos impotentes perante à novidade. Para ele, a escola vai permitir que os alunos aprendam mais e melhor, se elas se apropriando dessa nova aprendizagem.
Existe, enfim, um processo natural de aprender, como destacado por Gerson, e, neste evento, foi um momento de aprendermos juntos e perceber o quanto a escola precisa entender mais o aluno que está hoje em sala de aula.
Texto: Brisa Teixeira

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