Jornalista Brisa Teixeira de Oliveira

Proprietária da Tic Tag Comunicação & Inovação, empresa de comunicação especializada em serviços de produção de conteúdo para pequenas empresas e pessoas físicas com o objetivo de captação de clientes. Também atua com produção de materiais acadêmicos (reorganização da escrita e revisão). Conheça colegas e amigos parceiros.

 

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Clientes

Atendimento há 15 anos em assessoria de imprensa e comunicação

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Consultoria na criação dos cursos online do BonjourAbajour, empresa da Professora de Francês Janaina Ravagnani. Atualização das redes sociais para captação de clientes. Ano: 2016.

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Gestão e revisão ortográfica do site institucional do professor, gestor e palestrante Renato Casagrande. Assessoria em produções editoriais (artigos jornalísticos, científicos e livros). Ano: 2016.

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Preparação de original e revisão da dissertação do professor, consultor e palestrante Everton Renaud para a produção do livro Mídia e Escola. Produção de conteúdo e gestão das redes sociais. Ano: 2016.

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Atendimento de assessoria de imprensa e redes sociais do Grupo Expoente, em 2003, 2012 e 2013.

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Atendimento à Faculdade Estácio, de março de 2011 a agosto de 2013, sob a coordenação de Talita Vanso, proprietária da Pauta & Ideias.

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Atendimento, em 2011, 2012 e 2013, da Futuro Eventos em parceria com a jornalista Patricia Melo, da Presença – Comunicação Educacional.

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Atendimento à Parabolé, em 2012, em parceria com Patrícia Melo, da Presença Comunicação Educacional.

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Atendimento ao Colégio Marista Santa Maria de 2004 a 2008 – assessoria de imprensa, portal e revistas.

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Atendimento à SPEI no ano de 2004 – site, assessoria de imprensa e informativos (Faculdade e Ensino Médio).

Produção Acadêmica

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v. 4, n. 6 (2014)
As propostas e os diferenciais do curso de especialização em gestão e docência em EaD:entrevista com José Wilson da Costa – Brisa Teixeira de Oliveira

DISSERTAÇÃO DOWNLOAD
Dissertação defendida dia 10 de agosto de 2015
Título: Do presencial-atual ao presencial-virtual: transposições do Projeto Ler e Pensar
Orientadora: Prof. Dra. Araci Hack Catapan
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/158779

DEFESA               Registro da banca com os professores doutores Dulce Márcia Cruz, Araci Hack Catapan (orientadora),
               Josias Ricardo Hack e Beatriz Helena Dal Molin.

 

RESUMO
A modalidade de Educação a Distância tem caráter inovador e extensivo, pois, além de estender e ampliar a oferta, alcançando pessoas que não têm acesso facilitado aos processos formativos, promove uma abordagem atualizada e inovadora em relação aos meios de comunicação utilizados. A transposição da modalidade presencial para a modalidade a distância, nos processos de ensino-aprendizagem, altera as formas de comunicação, requerendo transformações nos processos de gestão e docência. A problemática deste estudo trata da diferenciação dos modos comunicacionais ? do presencial-atual para o presencial-virtual. A questão que norteia a pesquisa é: Quais as mudanças comunicacionais a serem consideradas na transposição da modalidade presencial para a modalidade virtual, nos processos educacionais? Os postulados teóricos básicos desse estudo são: comunicação, transposição didática, interação e mediação pedagógica. A abordagem escolhida para esta pesquisa é a netnografia, tendo como técnica o estudo de caso. O objeto de estudo é o Programa de Formação Continuada para Professores do Projeto Ler e Pensar. Para a coleta e análise dos dados, utiliza-se de análise documental, observação direta no AVEA, questionários com os estudantes e entrevistas semiestruturadas com a equipe multidisciplinar. Para analisar a questão da comunicação nos dois modos, estes estão organizados em três dimensões: a) dinâmica das aulas; b) instrumentos utilizados e c) mediação pedagógica e interação. Os resultados evidenciam mudanças significativas na maneira de organizar os processos de comunicação. As transposições do modelo presencial para o modelo virtual alteram as formas de comunicação no sentido de que a mediação no AVEA requer outros modos de comunicação com base na linguagem dialógica, hipertextual e imagética. Esse modo de linguagem promove a interação entre os atores do processo de ensino-aprendizagem em uma mediação pedagógica afetiva, amigável e efetiva.

Blog Tic Tag

No Olhar reúne grandes nomes da fotografia brasileira em sua segunda temporada

A websérie será veiculada toda semana a partir desta segunda (16) e contará a trajetória e experiência de 24 profissionais

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No Olhar é uma websérie que vai exibir semanalmente episódios com depoimentos dos principais fotógrafos e fotógrafas do Brasil. O projeto tem apoio da Secretaria da Cultura de Estado do Paraná e se prepara para lançar mais uma temporada. Nesta nova etapa foram reunidos profissionais das áreas de fotojornalismo, publicidade, editorial, documental e conceitual, como Ana Carolina Fernandes, Flavio Damm, Kazuo Okubo, Nana Moraes, Simonetta Persichetti, Tiago Santana, Walter Carvalho, Walter Firmo entre outros.

As entrevistas têm o desafio de revelar ao expectador conceitos sobre uma leitura mais apurada da fotografia, linguagem, influências e histórias de vida desses profissionais de maneira mais intimista. Os episódios com duração de nove a 12 minutos serão exibidos através do canal no youtube.com/noolhartv e nos perfis das redes sociais do projeto, todas as segundas-feiras.

De acordo com o diretor do projeto Tiago Ferraz, a ideia de produzir a websérie surgiu durante o período acadêmico, quando sentiu falta de informações sobre fotógrafos brasileiros, compiladas em formato documental. “Hoje encontramos muitos tutoriais técnicos sobre fotografia, mas ainda existe uma carência em conteúdo sobre linguagem fotográfica e sobre a trajetória dos fotógrafos. Durante a produção da primeira temporada, percebemos que esta websérie ia além de um simples registro e o que tínhamos em mãos era um acervo da memória da fotografia brasileira dos últimos anos”, complementa Ferraz.

A linha editorial da seleção dos entrevistados apresenta uma diversidade de linguagens da fotografia como é o caso da fotógrafa Nana Moraes, que iniciou no fotojornalismo e migrou para a publicidade e editorial. Nana já produziu mais de mil capas para revistas do mercado brasileiro, além de realizar trabalhos pessoais como cobertura de manifestações populares e lançamento dos livros Desamadas e Ausência, onde ela dá voz às pessoas excluídas. “Eu vejo muito a fotografia como narrativa, essa premissa é o que me move. Recentemente li uma matéria sobre Roland Barthes onde ele diz que tudo é texto e acredito nisso também. A fotografia é um texto que se escreve com a luz, seja ela publicitária, editorial, ou num trabalho pessoal”.

O primeiro episódio da segunda temporada tem como convidado o fotógrafo e cineasta brasileiro, Walter Carvalho. Ele narra como a fotografia o encantou desde a infância e comenta sobre as relações conceituais entre fotografia e cinema. Para ele, a fotografia é um desafio, uma ruptura no tempo e no espaço. “Fotografar é encher os olhos de sonhos, é deixar se possuir pela imaginação. Você não precisa da câmera para fotografar: olhe a vida, contemple”, instiga o fotógrafo.

A busca pelo lado humanista dos entrevistados também aparece na contrapartida do projeto. Mais de 100 crianças da rede pública de ensino tiveram a oportunidade de aprender um pouco sobre fotografia, se encantando por esta arte, assim como aconteceu com Walter Carvalho. “Essa iniciativa é muito gratificante, pois promove a descoberta de novos talentos nas áreas menos favorecidas da sociedade”, acrescenta Ferraz.

Confira em ordem alfabética o nome dos fotógrafos e fotógrafas desta temporada:

Ana Carolina Fernandes (RJ)
Anna Kahn (RJ)
Arthur Omar (MG)
Antonio Guerreiro (RJ)
Bruno Veiga (RJ)
Cesar Barreto (RJ)
Custódio Coimbra (RJ)
Dario de Dominicis (radicado no RJ)
Flávio Damm (RS)
Joaquin Paiva (ES)
Kazuo Okubo (DF)
Kitty Paranaguá (RJ)
Luiz Garrido (RJ)
Marcia Charnizon (MG)
Marcos Bonisson (RJ)
Milton Guran (RJ)
Nana Moraes (RJ)
Paulo Marcos (RJ)
Pedro Vasquez (RJ)
Rogério Assis (radicado SP)
Simonetta Persichetti (SP)
Tiago Santana (CE)
Walter Carvalho (RJ)
Walter Firmo (RJ)

Serviço:

2.ª Temporada da Websérie Projeto No Olhar
Quando: a partir de 16 de outubro semanalmente
Onde: Canal: youtube.com/user/noolhartv

Mais informações:
Fanpage: www.facebook.com/noolhar.tv/
2.ª Temporada – 1.º Episódio Walter Carvalho: https://youtu.be/Bq-tH4Yxp-

 

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Prêmio Professores do Brasil: inscrições até 25.08

Iniciativa do Ministério da Educação (MEC), o Prêmio Professores do Brasil está em sua 10ª edição desde o dia 8 de maio e acontece em parceria com instituições que buscam reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de professores de escolas públicas que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas salas de aula.

O Instituto Península, braço social da família Abilio Diniz, é parceiro do Prêmio nesse ano e está participando na premiação da temática especial junto a duas de suas iniciativas – o programa de educação esportiva Impulsiona e o NAR (Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo). Essa premiação será realizada durante a etapa de avaliação regional e vai contemplar cinco professores de educação física que apresentarem relatos que protagonizem o esporte e seus valores como instrumento pedagógico para o desenvolvimento integral dos alunos.

Os cinco professores premiados terão a oportunidade de visitar o NAR (Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo) para que possam vivenciar a rotina de treino e interagir com atletas de renome nacional. Além disso, será oferecida aos professores uma oficina de capacitação esportiva do programa Impulsiona. As escolas mencionadas nos relatos dos vencedores vão ganhar 1 kit de mini atletismo.

Os professores poderão inscrever relatos com resultados comprovados durante o ano letivo de 2016 ou até o final do período de inscrições de 2017.

As inscrições para o Prêmio Professores do Brasil podem ser realizadas até o próximo dia 25 por meio do site  http://premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br/

A divulgação oficial do resultado final vai acontecer no dia 06 de dezembro de 2017.

Sobre o Impulsiona:
É o programa de educação esportiva do Instituto Península, que utiliza o esporte como ferramenta para o desenvolvimento integral dos alunos.

Sobre o NAR:
Iniciativa do Instituto Península, que avalia e prepara atletas e equipes de alto rendimento. Capacita cientificamente técnicos e preparadores físicos a fim de potencializar os resultados do Brasil nas competições esportivas.

Sobre o Instituto Península
O Instituto Península é o braço social da Península, empresa de investimentos da família Abilio Diniz. Fundado em 2010, é uma organização sem fins lucrativos que tem como propósito transformar e potencializar vidas para catalisar o desenvolvimento sustentável da sociedade. Para isso, atua nas áreas de educação e esporte, visando à formação integral do indivíduo para uma vida plena e autônoma.

Fonte: Assessoria de imprensa do IP – Instituto Península

Quando os meios de comunicação entram em sala de aula

Tem-se dito que a escola é uma instituição do século XIX com a atuação dos professores, que ainda vivem no século XX, que ministram suas aulas para crianças e jovens nascidos no século XXI

Por: Brisa Teixeira – Publicado no Portal da Futuro Eventos

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Hoje nossos alunos são os chamados de nativos digitais. Eles pensam, criam, leem, escrevem e ouvem a partir de seus conceitos de espaço e tempo mediatizados. Tudo a isso a uma velocidade quase que incompreensível para muitos adultos.
Crescer neste ambiente tecnológico influencia o comportamento e as atitudes desta nova geração, que cresceu com um controle remoto na mão. Eles já nasceram se comunicando por meio de mensagens eletrônicas, se divertem com os jogos em seus celulares e tablets e baixam listas de música tudo de maneira eletrônica. É esta criança e este jovem de hoje que vêm ditando as regras do jogo e desafiando os professores a mudar seus métodos de ensino. Enfim, temos uma geração conectada que espera de seus mestres a mesma conexão, rapidez de raciocínio e novas formas de ensinar.
Os professores, por sua vez, possuem conhecimento, experiência, que serão necessários para mediar um conhecimento, em que todos aprendem juntos. Nesse processo, muitos professores vêm se utilizando das mídias como ferramenta de ensino. Os meios de comunicação são um poderoso recurso para a aprendizagem, se bem utilizado. Mais do que nunca é preciso promover em nossas crianças e jovens uma leitura crítica dos meios de comunicação.
Já dizia Paulo Freire – que sustenta uma corrente de pensamento dialógico – que a convergência da comunicação com a educação são processos de um mesmo fenômeno. A educomunicação, ou como muitos preferem denominar, a mídia-educação, é um campo de intervenção cultural e social autônomo, cujo núcleo constitui a relação transversal entre educação e comunicação. É um campo que sempre está em construção, uma vez que sofre influência de um contínuo processo de transformação social pela inovação tecnológica.
Para manter o interesse da descoberta e dando valor real para esse conhecimento, a aprendizagem por meio da mídia, quando presentes em sala de aula, ajuda a manter a atenção dos alunos de uma maneira que eles passam a fazer associações com o mundo real. Atividades como essas permitem uma interação dinâmica entre professores e alunos, fazendo com que as diferenças de gerações entre alunos e professores diminuam. Todos podem aprender juntos.
Fonte: Publica no Portal da Futuro Eventos

O papel da escola e da família da criança surda

Brisa Teixeira – Via Portal Futuro Eventos
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A família é o agente primário de socialização. Ela é considerada a principal responsável pela formação do caráter de uma pessoa e ajuda o filho, por meio de exemplos, a construir a sua identidade própria. Fica fácil falar assim quando não existe, na família, pessoas com alguma deficiência física ou mental. O contrário também acontece, um ouvinte que nasce numa família de surdos, por exemplo, vai causar uma nova maneira da família de aprender a conviver com o “diferente”.

Em uma família onde todos são surdos, a comunicação ocorre naturalmente, mas e quando uma criança surda nasce em uma família de ouvintes? É sobre isso que falarei aqui nesse artigo. Existe uma série de etapas de adaptações, que vão desde o momento que os pais desconfiam que o filho não escuta; sendo que muitas vezes quem identifica isso é a escola. A comunidade escolar quando percebe avisa os pais e tardiamente pensa-se o que fazer.  Quando a escola não percebe, a criança tanto em casa, como na escola, é tratada com impaciência.

Aceitação e adaptação
A outra etapa, depois do diagnóstico da surdez, é a aceitação. Após essa fase, a recomendação é buscar ajuda média e educacional para que os pais se comuniquem com o seu filho, na língua dos surdos, a Libras– Língua Brasileira de Sinais. Se essa família não aprende a se comunicar em Libras, dificilmente essa criança terá um desenvolvimento normal. Ao conversar em Libras em casa, os pais mostram-se responsáveis e preocupados com futuros comportamentos do seu filho no meio social, permitindo a sua adaptação.

A Libras, como qualquer outra língua, segundo especialistas precisa ser inserida na vida da criança nos três primeiros anos de idade, para que a criança adquira a língua de sinais naturalmente. No entanto, o que vemos é uma outra realidade.
Quanto antes os pais souberem da surdez do filho, melhor. Dessa forma eles vão procurar ajuda de profissionais, que irão mostrar a fundamental importância da Libras e de toda a informação que precisam. Isso trará benefícios a essa criança no convívio familiar e na inserção no processo educacional, social e cultural.

Onde está a diferença?
É preciso que a família desmistifique a diferença, não colocando o seu filho na posição de deficiente num contexto de incapacidade. Havendo um correto e intenso acompanhamento, a família verá que o seu filho surdo tem perfeitas condições de se integrar com a sociedade ouvinte.

Intelectualmente, os pais perceberão que não há barreiras, pois quem coloca as barreiras são eles mesmos e a sociedade, que não está preparada e bem informada para lidar com pessoas com qualquer tipo de deficiência. No surdo não há comprometimento que o impeça de aprender, desenvolver-se e, consequentemente, apresentar um desempenho semelhante ao do indivíduo de audição normal.

Deveres dos pais com o filho surdo
Os pais tem como dever prevenir e detectar, na medida do possível, o aparecimento da surdez. É preciso buscar informação nos serviços de saúde, ver a possibilidade de realizar o implante coclear. Os pais também devem comunicar a toda a família o caso, passar informações de como o seu filho pode ser visto com mais naturalidade e para que todos se adaptem a nova situação familiar, no convívio social.

Em que escola matricular a criança surda? 
Outra função dos pais importante é buscar uma educação em uma escola adequada, que pode ser uma escola especial, em que a criança surda vai conviver com outras crianças na mesma situação; como também permitir o convívio com crianças ouvintes para que ela aprenda a conviver com pessoas diferentes que ela. Tudo vai depender do tipo e grau da perda auditiva, já que na maioria dos casos é a família quem escolhe o tipo de escola. Buscar orientação de fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos e pediatras é muito importante nessa escolha.

Procure ampliar seus conhecimentos
A situação de um filho surdo é nova e traz insegurança, por isso é preciso ampliar seus conhecimentos, buscar informações nas leis, que amparam os pais dos surdos e os surdos; trocar informações com pais que passam pela mesma situação, a fim de partilhar com eles seus sentimentos e esperanças. Dessa forma, saberão que outras famílias passam pelas mesmas dificuldades e que possuem dúvidas em comum. Ao saber quais dificuldades enfrentam, fica mais fácil enfrentar, superar, e por fim, encarar com naturalidade a “diferença”.

Fonte: texto publicado pelo Portal Futuro Eventos

Comunidade surda: em busca da igualdade e de sua identidade

Brisa Teixeira – Via Portal Futuro Eventos

Problemas de surdez atingem mais de 9 milhões de pessoas no Brasil; limitação está na sociedade, que exclui o surdo, apesar dos avanços nas leis de inclusão

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A língua oral é imperativa e exclui naturalmente – seja por falta de informação ou falta de sensibilização em enxergar o “diferente” – outras formas de se comunicar. É importante considerar que, segundo o IBGE (2016), existe uma comunidade surda formada por 1,1% da população brasileira, ou seja, 9,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva.

Segundo o Portal Brasil “2.147.366 milhões apresentam deficiência auditiva severa, situação em que há uma perda entre 70 e 90 decibéis (dB). Cerca de um milhão são jovens até 19 anos”. Embora, a sociedade considera a comunidade surda uma minoria, temos mais de 2 milhões de pessoas que precisam participar do processo de integração social, serem compreendidas e incluídas.

Abismo entre teoria e prática
Percebe-se em nossa sociedade, ainda mais quando passamos a ter mais informações sobre o mundo do surdo, que há um abismo entre a teoria, as leis que “garantem” os direitos estabelecidos pelas políticas públicas e o comportamento da sociedade: seja no momento de estudar, trabalhar, fazer as compras, ter um atendimento médico, se divertir, entre tantas outras atividades da rotina de qualquer pessoa.

A interação social se dá na e pela linguagem. Nos comunicamos com os outros por meio da linguagem, que tem um papel essencial de conviver,  cooperar e se relacionar com o outro. A linguagem oralizada impera em nossa sociedade, mas ela não pode ser vista como única, imperativa, pois dentro do que entendemos por linguagem, existe uma diversidade, que deve ser considerada.

Aceitação começa em casa
As dificuldades também estão dentro de casa, quando uma criança surda nasce em uma família de ouvintes. O desconhecimento e a própria negação dos pais de aceitar o filho surdo é o primeiro impasse que essa criança enfrenta, que terá ainda muitas dificuldades de interagir e se relacionar com o mundo em casa e fora dela. Por isso, é de extrema importância que a aceitação e informação comecem em casa.

Em quem mesmo é que está a limitação?
A Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS tem amparo da Lei 10.436/2002, mas, infelizmente estamos muito longe de oferecer um mundo igualitário e acessível para a comunidade surda. A sociedade, que vem mudando, mas a passos muito lentos, onde cada conquista é comemorada, quando, na verdade, deveriam ser ações já consolidadas, tamanho é o discurso da democracia, direitos iguais e a própria inclusão. Assim, pergunta-se em tom de provocação e ironia: “Em quem mesmo é que está a limitação?”

A cultura brasileira, até mesmo a de países mais desenvolvidos, é limitada por não saber lidar com o profissional surdo, resultando em pensamento e atitudes permeadas pelo preconceito com aquele mito de que a pessoa com “deficiência” (seja ela qual for) é de incapacidade ou que ele é um “coitadinho” que precisa ser incluído. Ao incluir o surdo no mercado de trabalho – na maioria das vezes só porque existe uma lei de cotas – as empresas pensam em estar fazendo a sua parte, mas na verdade não inclui por completo.

Para refletir
A tudo isso fica uma reflexão de que para diminuir as limitações da própria sociedade, ela precisa, primeiro, perceber essa realidade, perceber o “outro” respeitando a sua deficiência, o incluindo de verdade e de fundamental importância promover efetivamente ações de conscientização, seja dentro das organizações, das escolas, dos serviços prestados, do atendimento médico, dos eventos de entretenimento, enfim, uma cultura de inclusão plena em todos os segmentos.

Fonte: texto publicado pelo Portal Futuro Eventos

Surdos encontram limitações da sociedade na escola e no mercado de trabalho

Brisa Teixeira – Via Portal Futuro Eventos

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Em 2002 foi sancionada a Lei de Libras, Lei n.º 10.436, que veio para reconhecer como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais, no entanto, nesses 15 anos a sociedade continua excluindo o surdo

A sociedade está inserida em uma realidade que exclui o surdo e coloca a LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais como uma língua inferior. Mesmo em 2002, quando foi sancionada a Lei de Libras, Lei n.º 10.436, que veio para reconhecer como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais, pouca coisa mudou nesses 15 anos. Podemos perceber isso, por exemplo, no mundo escolar do aluno surdo e depois, no mercado de trabalho.

Na escola, professores e intérpretes não estão capacitados para passar o conhecimento ao aluno surdo. Este aluno passa toda a vida escolar marginalizado, não só na forma de aprender, como de conviver com os colegas, que não são sensibilizados e ensinados a se comunicar em Libras.  Essas dificuldades comprometem o desempenho do aluno surdo no ENEM, quando ingressa na universidade. Com isso, percebe-se desde a Educação Básica até o Ensino Superior, as inúmeras lacunas pedagógicas, que permanecem até a sua formação.

O surdo no mercado de trabalho
Como segundo exemplo de que vivemos em uma sociedade na qual a língua oral é imperativa é quando este aluno – que conseguiu se formar, apesar de todas as dificuldades –, ingressa no mercado de trabalho. A sua luta continuará para ter o seu espaço, respeito e reconhecimento como um sujeito normal com os mesmos anseios e vontade de vencer que os ouvintes.
No mundo do trabalho também existe um estigma que costuma marcar a pessoa com deficiência. Os empresários e os colegas de trabalho geralmente vão enxergar primeiro a deficiência do surdo, para só depois, bem depois se acostumarem com esse convívio e o perceber de fato.

Competência X Deficiência
A cultura brasileira, até mesmo a de países mais desenvolvidos, é limitada por não saber lidar com o profissional surdo, resultando em pensamento e atitudes permeadas pelo preconceito com aquele mito de que a pessoa com “deficiência” (seja ela qual for) é de incapacidade ou que ele é um “coitadinho” que precisa ser incluído. Ao incluir o surdo no mercado de trabalho – na maioria das vezes só porque existe uma lei de cotas – as empresas pensam em estar fazendo a sua parte, mas na verdade não inclui por completo.

Nas empresas, por exemplos, existe uma relação entre competência e deficiência, não percebendo que por traz da deficiência está um ser humano capaz e com qualidades ideias para exercer com dignidade e excelência o seu trabalho, igualmente como o ouvinte, que também possui as suas limitações.

Experiência de surdos no mundo corporativo
Na reportagem “Universitários apresentam TCC em Libras sobre acesso de surdos ao emprego” publicada na Agência Estado, em novembro de 2016, os estudantes surdos Tuane Soares Xavier e Antônio Paulo dos Santos, formandos do curso de Administração da UniCarioca, apresentaram o TCC em Libras, que teve como tema as experiências pessoais vivenciadas no ambiente corporativo. No trabalho, eles constataram a afirmação das autoras Dizeu & Caporali de que a limitação está na sociedade e que esta sociedade não está preparada para receber o indivíduo surdo.

O trabalho dos alunos revela uma ausência de investimentos das empresas nas contratações de intérpretes, que exclui o surdo do mercado de trabalho. Essa ausência ocorre também nas escolas, nas programações culturais e em diversas outras situações que comprovam que a língua oral tem se mostrado imperativa e excludente.

Talentos desperdiçados
A reportagem da Agência Estado destaca ainda, ao relatar o TCC dos alunos da UniCarioca, que a sociedade “ignora o conhecimento dos profissionais surdos desperdiçando talentos que podem contribuir substancialmente para a evolução do negócio”. A aluna surda Tuane, ao falar da inserção do surdo na empresa, relata que “quando esse profissional é focado e ágil no trabalho, o tempo rende bastante e o patrão se sente satisfeito com o trabalho do funcionário surdo”.

Fonte: texto publicado pelo Portal Futuro Eventos

Qual a diferença entre o mestrado acadêmico e o mestrado profissional?

Brisa Teixeira de Oliveira – Via Portal Futuro Eventos

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Chegou a hora de tomar uma decisão para a continuidade dos estudos, após a graduação. As opções de modalidades são muitas: MBA, especialização, mestrado acadêmico, mestrado profissional, doutorado.

Todas elas com características próprias, que devem ser levadas em conta de acordo com o perfil de cada um e os seus objetivos. É preciso informar-se bem, pois a decisão é um fator que irá determinar o futuro pessoal e profissional do estudante, quando o assunto é pós-graduação.

Neste post, em especial, trarei as características de uma pós-graduação, que vem cada vez atraindo mais adeptos: o mestrado profissional. Saiba, aqui, a qual perfil ele se destina e as principais diferenças em relação ao mestrado acadêmico.

1 – O que é o mestrado profissional?

O mestrado profissional, assim como o acadêmico, é uma pós-graduação, que passa pelos critérios rigorosos da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão regulador dos cursos de pós-graduação stricto sensu. Este modelo veio ganhando espaço nos últimos anos, a partir da sua regulamentação, em 2009.

A diferença principal está em o mestrado tradicional (acadêmico) ser mais focado no professor pesquisador, que tem o objetivo a carreira docente, e o mestrado profissional tem como objetivo uma formação diferenciada para a atuação nas empresas.

No entanto, aconselha-se fazer um mestrado profissional aquele que já tem uma certa maturidade no mundo do trabalho, e por isso não sendo ideal para quem acabou de terminar uma graduação. Isso porque o aluno se beneficiará dessa formação se já tiver alguma maturidade adquirida profissionalmente. Terá mais condições de dialogar entre os colegas de curso e professores devido ao repertório que já possui.

2 – Com o mestrado profissional, eu posso dar aulas?

Apesar do foco de quem escolhe o mestrado acadêmico é de dar aula, nada impede que alguém formado em um mestrado profissional possa dar aula também. Muitas instituições valorizam essa formação, pois terá um professor focado no mercado de trabalho. Isso também agrada os alunos, que, muitas vezes, preferem um professor com experiência profissional. Dessa forma, mesmo que o mestrado profissional não tenha a finalidade acadêmica de formar professores, como acontece com o mestrado acadêmico, não é impedimento para dar aulas, pelo contrário, é um diferencial.

3 – Após cursar o mestrado profissional, posso fazer um Doutorado?

Muita gente não sabe, mas para fazer um doutorado não precisa necessariamente passar por um mestrado. Isso que dizer que o mestrado não é pré-requisito para o doutorado. Inclusive, em países desenvolvidos é comum fazer o doutorado direto.

4 – Então, qual a diferença entre eles?

A formação em um mestrado profissional agrega competitividade e produtividade às empresas públicas e privadas. De qualquer forma, por ser um mestrado, exige o gosto pela pesquisa. Na hora de escolher qual se ajusta mais ao seu perfil, liste quais são os seus objetivos para o futuro. Se você possui vocação para dar aulas e este é o seu foco, a opção é o mestrado acadêmico. Mas, se o seu perfil é mais indicado para o mercado de trabalho, invista no mestrado profissional.

*Texto publicado pelo Portal da Futuro Eventos

Mais que formação acadêmica você precisa é ter conhecimento

Conheça 8 características que farão você ser um profissional preocupado com a busca de resultados

Precisamos parar de achar que um currículo bem recheado é garantia de empregabilidade. Experiência profissional já foi um diferencial e continua sendo, mas o que vale mesmo no mundo profissional é ter conhecimento. Trata-se de uma nova postura de pessoas com uma visão atualizada, que sempre estão em busca de aperfeiçoamento, que nem sempre se encontra dentro de uma sala de aula. Empresas querem pessoas que tragam resultados, essas são as que terão mais oportunidades profissionais.

Isso acontece porque o Ensino Superior vem sendo cada vez mais acessível, e ser formado em alguma área, não é mais um diferencial competitivo, muitas vezes, dependendo da ocupação tornou-se obrigação. E, mesmo pessoas sem graduação formalizada, mas com muito conhecimento, vêm agregando muito a equipe de uma empresa.

É claro que um curso universitário, seja uma graduação, pós-graduação, cursos livres trazem conhecimentos, mas o aluno deve sempre ir além. Não ficar preso ao conteúdo da aula ou só estudar para passar na prova e conseguir o certificado. Isso pode até encher as páginas do currículo, mas não preenchem o tão raro conhecimento que você precisa.

Você já parou para pensar o que você faz de diferente para alcançar resultados para você, para a sua empresa ou para quem presta serviço? Anote, então, 8 características de um profissional, que vão além da formação acadêmica:

Seja autodidata – Os autodidatas se dão muito bem na busca de conhecimentos. Eles estão sempre antenados, fazem cursos pelo internet e estão atentos às novidades.

Mantenha-se atualizado – Estar atualizado é primordial nos dias de hoje. São transformações no mundo corporativo, que necessita de pessoas que vão atrás de novos conhecimentos. Para isso, esteja sempre atento ao que acontece à sua volta.

Seja pró-ativo – Não espere que o seu chefe, cliente ou parceiro de trabalho te digam o que precisa ser feito. Antecipe-se, seja pró-ativo, mostre-se disponível.

Pergunte, pergunte, pergunte – Inteligente é quem pergunta. Quem pergunta demonstra interesse, sua ação ao perguntar deixa de lado qualquer dúvida que possa atrapalhar as suas ações. O perguntador está preocupado em ampliar o seu repertório de conhecimento.

A prática leva à perfeição – Profissionais com experiência são bem requisitados no mercado. E muitas vezes essa experiência não precisa estar atrelada ao que você faz hoje. Tudo é bagagem, que vai agregar lá na frente, e quem ensina isso não é a universidade.

Aprenda com os outros – Interagimos com pessoas a todo o momento, mas nos esquecemos que podemos a todo tempo aprender com elas. Inclusive você pode aprender com as experiências dos outros, tanto as boas como as ruins.

Seja criativo – Não venha dizer que você não é criativo. Todos somos! Basta estar aberto para isso, se permitir, dar asas à imaginação. O processo tem a ver com a liberdade de pensamento.

Permita-se errar – Grandes empresários de sucesso erraram muito antes de acertar. Isso porque eles permitiram-se arriscar, tiveram coragem de tomar decisões, que levaram a erros e acertos. Por isso, não tenha medo de errar, do contrário não sairá do lugar.

Todas essas características não se aprendem na escola, nem na faculdade. Aliás, se não procurarmos nos atualizar o que foi aprendido nesses espaços formais ficam ultrapassados em pouco tempo, tamanha são as transformações do mundo corporativo em todas as áreas. O que fica mesmo é a sua essência. A pessoa que você é com seus valores e competência e vontade sempre de fazer a diferença e deixar a sua marca por onde você passar.

Fonte: Matéria publicada no Portal da Futuro Eventos – http://www.futuroeventos.com.br/conteudo-blog/mais-que-formacao-academica-voce-precisa-e-ter-conhecimento/

 

Instituições de Ensino Superior estarão reunidas para ajudar estudantes na escolha profissional

MOSTRA_2A escolha profissional tem revelado uma situação de angústia e expectativa para muitos jovens que vão prestar o vestibular. Quando chega o momento da inscrição, muitos ainda não sabem o que querem cursar, muitas vezes por falta de informação ou de conversar com pessoas que já estão no mercado de trabalho.  Muitos procuram orientação vocacional e outros se arriscam em escolhas que vão levar, no futuro, a trancar a faculdade ou mudar de curso.

Essa realidade demonstra a insegurança dos alunos e a necessidade de intervenções específicas para o público que fará a transição do Ensino Médio para o Ensino Superior. Pensando nisso, a Vanguarda, instituição que prepara estudantes para o Enem, e que oferece a seus alunos o Projeto Vida e Carreira, irá promover, no dia 5 de maio, no Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), a 1ª Mostra de Profissões e Faculdades de Curitiba.

O diferencial desse evento é que estarão reunidas, em um único local, Instituições de Ensino Superior de Curitiba, cada uma com diferentes opções de cursos e profissionais com experiência no mercado de trabalho, que irão esclarecer dúvidas sobre o dia a dia da profissão de diversas carreiras.

Estão sendo esperados 600 visitantes, entre eles alunos do Ensino Médio e pessoas que estão buscando um curso superior para começar profissão ou mudar de área de atuação. Fará parte da programação palestras, rodas de conversa e programações culturais. A entrada é gratuita e a inscrição pode ser feita no site do evento: http://mostradeprofissoes.com/ ou pelo e mail contato@mostradeprofissoes.com

SERVIÇO
1ª Mostra de Profissões e Faculdades de Curitiba
Realização: 
Vanguarda – Curso Preparatório para o Enem
Quando: 5 de maio Horário: das 8h30 às 20h.
Local: IBQP – Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade
(Rua Dr. Correa Coelho, 741, Curitiba).
Entrada: gratuita
Participação:
 Sociesc; Universidade Metodista; CIEE; Livre Escola; Sintetizando; Faculdade Estácio Curitiba; Facear; Opet; Elo e Instituto Tibagi.
Apoio: Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe-PR); Jornal Nota 10. Inscrições: http://mostradeprofissoes.com/ ou pelo e mail: contato@mostradeprofissoes.com

Baleia Azul: um alerta a pais, escolas e profissionais da saúde

Psicopedagoga e consultora educacional, Rosimar Santos Oliani

A consultora educacional, Rocimar Santos Oliani faz uma análise sobre os perigos da internet e dá dicas de prevenção.

A Internet está cada vez mais presente na vida de crianças e adolescentes. São muitos pontos benéficos que o acesso à tecnologia proporciona, mas, infelizmente, também temos à disposição muitos conteúdos impróprios e até perigosos. O jogo Baleia Azul é um deles. Ele propõe 50 desafios, que gradativamente levam os adolescentes a atos perigosos, como automutilar-se e, ao final, cometer suicídio.

A psicóloga, psicopedagoga, consultora e assessora educacional, Rocimar Santos Oliani, em entrevista para o Portal Futuro Eventos, faz uma análise sobre os perigos da internet. Ela alerta pais, professores e profissionais de saúde de como prevenir crianças e adolescentes para não cair nas armadilhas do meio digital.

Rocimar defende que é muito importante fazer um trabalho preventivo e eficaz de maior esclarecimento, não somente por meio dos meios de comunicação, como também, via escolas e outros meios presenciais levando a informação às famílias e aos educadores para que possamos dar a atenção merecida para as situações de riscos no meio tecnológico.

Confira a entrevista:

Futuro Eventos – Por que o jogo Baleia Azul está atraindo tanto os adolescentes? 

Rocimar – Importante, em primeiro lugar, a divulgação da informação e o esclarecimento sobre o Jogo da Baleia Azul. Trata-se de um jogo que começaram a jogar na Rússia, em 2015, e somente na Rússia já houve mais de cem casos de mortes de adolescentes vítimas deste jogo. No Brasil, com início este ano, já houve aproximadamente oito mortes. São 50 desafios que o adolescente deverá cumprir, incluindo automutilações e, no último desafio, o suicídio. Assim, neste momento, se faz necessário um alerta geral para as famílias, educadores e profissionais de saúde sobre esta prática de depreciação a vida.

Futuro Eventos – Hoje, uma grande parte das crianças tem perfis no Facebook, aplicativos no celular, grupos de whatsapp, entre tantos outros atrativos digitais. Até que ponto isto é benéfico ou perigoso?

Rocimar – Toda tecnologia ou ferramentas digitais educacionais é de extrema importância e saudáveis às nossas crianças, seja para o desenvolvimento de raciocínio lógico, cultural e também, para lazer e inteiração social. Porém, importante ser um trabalho dirigido e monitorado e, não somente, estar à mercê da criança ou do adolescente sem direcionamento algum, que, infelizmente, é o que acontece, muitas vezes.

Futuro Eventos – O que os pais em casa podem fazer para diminuir os perigos com o acesso a conteúdos impróprios? 

Rocimar – Entendo como sendo necessário os pais monitorarem o uso da internet e redes sociais sempre com muito diálogo, orientações constantes, levando o filho a reflexões importantes sobre os riscos e sobre a importância de preservação da própria vida. Limites são essenciais a uma vida saudável futura.

Futuro Eventos – Então, o melhor caminho é o monitoramento? 

Rocimar – O monitoramento dos pais no ambiente virtual é fundamental para a prevenção de problemas como cyberbullying até exposições de fotos de forma indevida de crianças e adolescentes.  Havendo ausência da atenção dos pais, para esse assunto, crianças e adolescentes ficarão vulneráveis a situações de risco e problemas de instabilidade emocional.

Futuro Eventos – E na escola? Em que sentido a escola pode ajudar?

Rocimar – A escola poderá ajudar, sim, e muito. Citarei aqui, algumas formas de minimizar a situação de conflito.  Por meio da Coordenação Pedagógica e Orientação Educacional, oportunizando palestras aos pais, educadores e alunos de orientação, reflexão e, principalmente, conscientização. Professores, de forma interdisciplinar, podem conversar e informar os alunos com clareza e cuidado sobre os riscos e conflitos advindos das redes sociais.

Futuro Eventos – Quais são os cuidados referentes à segurança e privacidade que é preciso saber?

Rocimar – Não divulgar senhas, não se expor com a utilização de webcam com pessoas desconhecidas e jamais divulgar fotos. Também, não enviar fotos de exposição do corpo, mesmo que para pessoas conhecidas. Falar com o adolescente a importância da sua autopreservação pode ser um trabalho preventivo realizado nas escolas.  As escolas podem proporcionar palestras aos alunos com informação, esclarecimentos de dúvidas sobre regras e uso adequado da internet.

Fonte: Texto publicado no Portal da Futuro Eventos  

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